segunda-feira, 6 de maio de 2013

Atividades Programadas para Maio, na Casa de Leitura Lya botelho


Múltiplas são as atividades que a Casa de Leitura Lya Botelho estará desenvolvendo durante o mes de Maio/2013, sempre visando o melhor atendimento às necessidades e requisições da população em termos do mais amplo e liberal acesso à Cultura.


Uma seleção do que de melhor o cinema italiano produziu será mostrada às quintas-feiras, sempre às 19:30h e com ingresso livre:


  • dia 9/05: "O JARDIM DOS FINZI-CONTINI", de Vittorio de Sica (Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, em 1972)

  • dia 16/05: "O LEOPARDO", de Luchino Visconti (Palma de Ouro, no Festival de Cannes)

  • dia 23/05: "UMBERTO D.", de Vittorio de Sica (indicado ao Oscar de Melhor Roteiro)


No sábado, dia 11 de maio, às 18:00h, o escritor José Antonio Marçal estará autografando seu livro "A FORMAÇÃO DE INTELECTUAIS NEGROS(AS): POLÍTICAS AFIRMATIVAS NAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS", editado pela Nandyala.  O livro apresenta discussões e perspectivas que podem contribuir para o atual debate sobre políticas afirmativas no Brasil. Sendo assim, ele pode ser do interesse de um amplo leque de pessoas e atividades, entre outras: professores em geral, estudantes universitários e vestibulandos, ativistas do movimento negro e outros movimentos sociais.


Celebrando a Abolição, no dia 13 de maio, durante todos o dia, na Sala de Multi-Meios serão exibidos filmes (documentários e ficção) sobre o papel histórico ocupado pelo Negro na sociedade brasileira, exaltando sua contribuição para a Cultura e para a conscientização sobre os Direitos Humanos e suas garantias.


No dia 22 de maio, quarta-feira, às 19:00h, o Projeto TELAVIVA-FÁBRICA DO FUTURO, de Cataguases, exibirá o filme "A MARVADA CARNE", de André Klotze, ao ar-livre nos jardins da Casa de Leitura Lya Botelho. Estrelado por Fernanda Torres, foi ganhador de 11 prêmios no Festival de Gramado de 1985, inclusive o de Melhor Filme, tanto pelo Júri Oficial como pelo Júri Popular. Esta exibição faz parte do projeto que está sendo desenvolvido por Jussara Thomaz, Secretária de Cultura, Esportes, Turismo e Lazer de Leopoldina, bem como a Secretaria de Assistência Social e a Prefeitura do Município, visando a facilitação e o acesso democrático aos pontos de cultura da cidade a todos os seus habitantes.
A entrada é franca e a censura é livre.



Entre os dias 22 e 24 de maio a Casa de Leitura Lya Botelho sediará o 1º ENTRE ASPAS, promovido pela Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial-ASPAS. Serão 3 dias de palestras, oficinas, grupos de trabalho, mostra de filmes e mesas redondas. Temas como "Arte, Transmídia, Hipertecnologia e Histórias em Quadrinhos, "Heróis e vilões na historiografia dos quadrinhos: estudos de caso" e "The History of Comics: um balanço historiográfico dos EUA" farão parte das palestras. Filmes de animação, previamente exibidos no CINEPORT-Festival de Cinema de Língua Portuguesa, promovido pela Fundação Ormeo Junqueira Botelho e ENERGISA, serão exibidos em sessões especiais para os participantes. Além disso, haverá lançamento de livros especializados.




Numa primeira ação desenvolvida a partir do Curso de Formação e Capacitação de Gestores de Cultura, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado de MG, da Secretaria de Cultura de Leopoldina, e do SEBRAE, receberemos a visita de alunos, professores e estores de cidades da Zona da Mata nas seguintes datas:
  • dia 18/05: Professoras de São Francisco do Glória, lideradas por Valquíria Mendes;
  • dia 24/05: Alunos e Professores de Barão do Monte Alto, liderados por Ana Cláudia Ferreira;


Continua aberta e recebendo inúmeros visitantes a exposição " O MEU PÉ DE LARANJA LIMA: ESCRITA & MOVIMENTO", que traça um perfil do escritor José Mauro de Vasconcelos, autor de 21 romances e mundialmente famoso pelo seu "O meu pé de laranja lima".
O visitante poderá apreciar e ler todos os livros já editados do autor, ver fotos de arquivo do mesmo e ver de perto material cenográfico criado e usado na adaptação do seu livro para o cinema. O filme "MEU PÉ DE LARANJA LIMA", dirigido por Marcos Bernstein, é uma lírica adaptação do livro que lhe dá o nome e foi inteiramente filmado nas cidades e distritos da Zona da Mata mineira, num esforço da produtora Passaro Films e do Polo do Audiovisual da Zona da Mata.

Lembrando que a nossa SESSÃO CINEMINHA, com desenhos animados, continua acontecendo todos os sábados, às 10:00h, para a alegria da garotada.

Todos os eventos da Casa de Leitura Lya Botelho tem o Apoio da Fundação Ormeo Junqueira Botelho e o Patrocínio da ENERGISA.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Grupo de Cinéfilos da Casa de Leitura Lya Botelho: uma experiência bem sucedida



     A Casa de Leitura Lya Botelho, em Leopoldina-MG, que desde a sua criação investiu na formação de leitores, continua nessa meta buscando ampliar o conceito de "leitura".
     O conhecimento, hoje, não é mais só transmitido oralmente, ou por livros impressos, mas nos chega através de uma grande variedade de meios e possibilidades. Assim como a TV não substituiu inteiramente a presença e alcance do rádio, nem o cinema extinguiu com o teatro e o circo, o livro, tal qual o conhecemos, certamente continuará existindo, até mesmo porque sabemos, por experiência histórica, que ele pode conservar suas qualidades originais por mais de 500 anos, enquanto que não temos a mesma certeza a respeito das novas formas de armazenamento à disposição na atualidade.
     Os conteúdos é que vão se adaptando aos novos suportes, aos novos equipamentos, aos novos tipos e velocidades de acesso. Se antes só podíamos assistir a um filme dentro de uma sala de cinema, hoje podemos "baixá-lo", armazená-lo e assistí-lo, quando, onde e como melhor nos aprouver, em nossos smartphones, tablets, iPods, TVs interativas, consoles de jogos, etc.
     Os conteúdos se democratizaram, tornando-se de acesso comum, cuja difusão contribui com o conhecimento de muitos. O vídeo que está no topo desta postagem é um exemplo disso. Há 15 anos, se estivéssemos interessados em divulgar um evento através da imagem em movimento, era necessário um investimento financeiro substancioso, equipamentos caríssimos, uma equipe de profissionais qualificada, muitas vezes rara nos pequenos centros, um produtor e um distribuidor que avaliariam, dentro dos seus preceitos e interesses, a importância do evento e de se investir em sua divulgação, etc.
    Hoje bastou-me, para disponibilizar esse conteúdo (o assunto do vídeo em questão) dentro da "teia" através das, assim chamadas, redes sociais (Facebook, YouTube, Twitter, Tumbler, Pintrest, Vimeo, UStream, etc) um computador e alguns cliques no mouse. Com um toque, foi possível divulgar, num primeiro momento, para centenas de pessoas, e com o passar do tempo e o efeito multiplicador dos compartilhamentos, atingir milhares ou milhões de pessoas no mundo todo. Ou seja, o "IV FÓRUM DAS CULTURAS POPULARES DA ZONA DA MATA", encontro organizado por Oswaldo Giovanninni Jr em Leopoldina-MG (e esse é só um exemplo) está, neste momento, tendo seu registro divulgado e disponibilizado para um contingente de pessoas muitas e muitas vezes maior do que as que poderiam comparecer a ele, fisicamente. Essas pessoas que estão em algum lugar do país e do mundo assistindo a esse vídeo são também considerados leitores, pois estão decodificando a linguagem das imagens e sons gravados numa forma de "leitura" que resulta na aquisição de conhecimento (informação) e cultura (aprendizado). Assistindo a esse pequeno documentário, elas poderão aprender (caso ainda não saibam) que existem pessoas, numa cidade no interior de Minas Gerais, no Brasil, que busca preservar a cultura popular da região, reconhecendo-a como patrimônio imaterial, e que sentem a necessidade de melhor se organizarem unindo forças para poderem dar continuidade a esse trabalho de preservação da memória, dos costumes e da história da sua gente.
     A Casa de Leitura Lya Botelho, criada para ser uma biblioteca infanto-juvenil, em pouco mais de 3 anos de existência, direciona sua tragetória na busca dessas novas alternativas para a formação de leitores para os novos tempos. Acompanhar a evolução tecnológica que vivemos, testar e aprender com os novos recursos que o mercado disponibiliza, saber determinar o melhor uso desses artefatos e colaborar na criação de conteúdos para as novas mídias, tudo isso, e mais, tem sido o nosso trabalho.
     O grupo de Cinéfilos nasceu de forma espontânea a partir do interesse de um grupo de jovens universitários que frequenta as sessões de vídeo que a Casa de Leitura Lya Botelho promove (formação de platéia), às quintas-feiras. Despertado o interesse pelo assunto (Cinema, no caso), foi-lhes disponibilizado local e horário de uso, além de recursos técnicos e uma biblioteca especializada, onde pudessem dar prosseguimento aos seus estudos, discutindo idéias, refletindo sobre conceitos, assistindo e desconstruindo  obras de diretores "cabeça", compreendendo a importância de cada elemento constituinte dos filmes e, sobretudo, preparando-se para começar a produzir seus próprios conteúdos, dentro do seu âmbito de interesse.
     Esse grupo de leopoldinenses apaixonados pelo Cinema aproveitou, então, a realização do IV FÓRUM DAS CULTURAS POPULARES DA ZONA DA MATA, no final de março, para darem seus primeiros passos como produtores e realizadores.
     Ruth Gonçalves, Isabella Fidelis, Dalila Carvalho e Kelvin Carvalho venceram a natural timidez e foram à luta, munidos de tablets, telefones celulares e uma simples câmera digital, registrando nesses pequenos aparelhos aquilo que viam e ouviam. Horas antes do evento se iniciar, tiveram uma aula de roteirização, de uso do equipamento, enquadramento, dada por Romulo Carvalho Nascimento e Dayana Valle, experientes fotógrafos e companheiros de grupo. A edição, parte importantíssima do processo, foi inteiramente realizada pelo Romulo, visto que o grupo ainda "ensaia" seus primeiros passos nessa arte.
     O trabalho aí está. Longa vida ao grupo de Cinéfilos leopoldinenses!

quarta-feira, 27 de março de 2013

Mostra Filme em Minas na Casa de Leitura Lya Botelho

     A Mostra "FILME EM MINAS", parte do dinâmico e plural programa MINAS TERRITÓRIO DA CULTURA / ZONA DA MATA elaborado pela Secretaria Estadual de Cultura de Minas Gerais e visando a descentralização e regionalização das políticas culturais no estado, chega a Leopoldina-MG entre os dias 5 e 7 de abril, com exibições na Casa de Leitura Lya Botelho, numa parceria com a Secretaria de Cultura, Esportes, Turismo e Lazer de Leopoldina.

     O programa, distribuído em 3 dias, traz à apreciação do público uma amostragem do panorama das produções já realizadas em Minas Gerais, valorizando nossa geografia e patrimônio,  incentivando a economia criativa das regiões escolhidas como locação com a  formação de um contingente de profissionais habilitados a esse tipo de prestação de serviço.

     Tendo nomes de peso no cenário cinematográfico nacional como Marcos Pimentel, Elza Cataldo, Aleques Eiterer, Feliciano Coelho, Eduardo Moreira, Cristiane Zago, Rodolfo Magalhães, André Hallak e Selton Melo, a Mostra abrangerá filmes documentais e ficcionais, em curta, média e longa metragem.

     Todas as sessões começam às 19:30h e a entrada é franca.
     Devido ao horário, a censura é 14 anos.


segunda-feira, 25 de março de 2013

Diálogos com as Linguagens Artísticas: exercícios de pesquisa e criatividade na Casa de Leitura Lya Botelho



     O diálogo cinema, teatro e dança que pauta o trabalho da Cia Ormeo, companhia de dança da Fundação Ormeo Junqueira Botelho, patrocinados pela ENERGISA, vive um constante processo de exercício e atualização dos seus componentes.




     Sob a competente direção da coreógrafa e bailarina Daniela Guimarães, doutoranda em Dança, o grupo frequenta semanalmente a Casa De Leitura Lya Botelho, em Leopoldina, onde desenvolvem trabalhos de pesquisa, análise fílmica, discussão de conceitos de estética e estrutura narrativa utilizando, para tanto, filmes clássicos e contemporâneos, sempre em busca de um enriquecimento do próprio olhar.

     Hoje, segunda-feira, 25 de março, a grupo dedicou-se a transferir, graficamente, as impressões e emoções coletadas ao assistir "Blancanieves", filme espanhol ganhador de 10  Goya, cobiçado prêmio do mais importante festival cinematográfico espanhol, em 2012. Dirigido por Pablo Berger, o filme narra, em preto e branco e sem diálogos, uma versão clássica do conto infantil "Branca de Neve e os 7 Anões".
 

     Trabalho extremamente autoral, o filme mescla os arquétipos da conhecida história, com o cenário, as músicas, os símbolos e o drama que constituem grande parte do imaginário espanhol.


     Os trabalhos foram realizados em técnica de colagem mista (papel e objetos diversos), com a liberdade de serem feitos em grupo e/ou individualmente.


     Exercícios como esse provocam uma maior interação com o tema do filme, bem como desenvolvem as possibilidades de novas leituras e diálogos com a obra de arte.


     Além de insistir na utilização do cinema como meio de transmissão de valores e provocar reflexões, a Casa de Leitura Lya Botelho vem desenvolvendo um trabalho de formação de platéia, através de exibições semanais de filmes e mesas de debates, visando, exatamente, o melhor conhecimento das múltiplas possibilidades que a Arte oferece como forma de expressão e de construção do indivíduo.

segunda-feira, 11 de março de 2013

O Meu Pé de Laranja Lima: escrita & movimento


     A Casa de Leitura Lya Botelho tem a satisfação de abrir, nesta segunda-feira, 11 de março, o acesso a um espaço temático em homenagem ao escritor brasileiro José Mauro de Vasconcelos, cuja obra, de caráter regionalista, sempre encontrou repercussão no imaginário das pessoas.

    Nascido em Bangu, bairro da cidade do Rio de Janeiro, é um dos escritores brasileiros mais lidos no exterior, sendo muito respeitado em todo o mundo. Filho de família muito pobre, ainda menino mudou-se para casa de uns tios, em Natal, no Rio Grande do Norte, onde foi criado. Aos 9 anos aprendeu a nadar nas águas do Potengi, quando alimentava seus sonhos de ser campeão de natação. Depois de cursar Medicina por dois anos, voltou ao Rio, num velho cargueiro (1941) onde trabalhou como técnico de boxe, modelo para escultores, carregador de frutas, entre outros serviços. 
    
 Com uma vida nada fácil, foi para São Paulo onde começou como garçom de boate e passou por outros empregos até que ganhou uma bolsa de estudos na Espanha, período em que viajou por vários países da Europa. De volta ao Brasil trabalhou junto aos irmãos Villas-Boas, principalmente explorando a inóspita região do Araguaia. Desta aventura resultou seu primeiro livro de estréia, "Banana Brava" (1942) sobre o mundo dos homens dos garimpos. Depois veio "Barro Blanco" (1945) sobre as salinas de Macau, no Rio Grande do Norte, seu primeiro grande sucesso de crítica. "Longe da Terra" (1949), "Vazante" (1951), "Arara Vermelha" (1953) e "Arraia de Fogo" (1955) o sucederam. Porém só com "Rosinha, Minha Canoa" (1962), atingiu o primeiro sucesso literário e ganhou fama como escritor, sendo este livro utilizado em curso de Português na Sorbonne, em Paris. "Doidão" (1963), sobre sua adolescência em Natal, "O Garanhão das Praias" (1964), "Coração de Vidro" (1964) e "As Confissões de Frei Abóbora" (1966), antecederam seu maior sucesso popular, "O Meu Pé de Laranja Lima" (1968), que foi adaptado pela antiga TV Tupi e pela TV Bandeirantes como novelas televisivas e também levado ao cinema (1970). 


     Foi também artista plástico, ator de teatro e televisão e morreu em São Paulo, aos 93 anos. Viveu, pois, nos mais diferentes recantos do seus país e exerceu uma imensa variedade de profissões. Assim, conheceu muitas culturas e diversos tipos de pessoas e desenvolveu um estilo simples e emotivo, cujos livros transportam os leitores a um mundo de ternura e de alta sensibilidade. A crítica francesa Claire Baudewyns afirma que há em suas obras algo "que confere às obras de José Mauro de Vasconcelos uma poesia particular, nascida da alquimia entre o mundo real e o mundo imaginário"
     Em sua vasta obra, iniciada aos 22 anos de idade e lida em alemão, inglês, espanhol, francês, italiano, japonês e holandês, entre outras línguas, ainda se destacaram "Rua Descalça" (1969), "O Palácio Japonês" (1969), "Farinha Órfã" (1970), "Chuva Crioula" (1972), "O Veleiro de Cristal" (1973) e "Vamos Aquecer o Sol" (1974) e vários de seus livros ganharam versões cinematográficas. 
Vale observar que sua autobiografia foi escrita de forma um tanto incomum, em uma seqüência de quatro livros, de forma romanceada: "O meu pé de laranja lima", sua infância em Bangu, "Vamos aquecer o sol", sua mudança para Natal, "O doidão", a adolescência, e "Confissões do Frei Abóbora", sua vida adulta.


     Nos últimos 9 anos a produtora Kátia Machado trabalhou incansavelmente para levar à grande tela do cinema, uma nova versão do "O meu pé de laranja lima", por acreditar que essa história ser contada e reapresentada a toda uma nova geração, até chegar, com o co-roteirista e diretor Marcos Bernstein, a uma versão final do roteiro, que traduzisse o espírito do livro, trazendo-o para um novo tempo e espaço.

     Neste final de semana aconteceu em no Centro Cultural Humberto Mauro, em Cataguases-MG, a pré-estréia do "MEU PÉ DE LARANJA LIMA", da produtora Pássaro Films, com o suporte do Polo Audiovisual da Zona da Mata. Dia 19 de abril o filme estréia no circuito comercial, ocupando as muitas salas de cinema do nosso país. 
     A Casa de Leitura Lya Botelho aproveita-se desse lançamento para promover uma série de ações que 
incentivem a leitura. E quando escrevo "leitura" quero que o conceito se estenda à todas as formas de leitura  dos caracteres, das palavras, dos signos, das imagens, do mundo ao redor, enfim.
     Tão importante quanto ler o livro  "O meu pé de laranja lima" é estabelecer um paralelo com a sua versão cinematográfica, enfatizando temas como o que é um roteiro adaptado, a criação de novos diálogos apropriados ao ritmo cinematográfico e, em especial, o processo de transmissão de idéias e valores através da imagem.


     O livro nos possibilita a criar o nosso próprio "filme", a darmos forma e rosto aos personagens, sons às suas vozes, a imaginarmos a paisagem e os acontecimentos. O livro estimula a imaginação. O filme, por sua vez, nos apresenta todo um universo pronto para consumo, construído pela sensibilidade do roteirista, do diretor, e dos demais artistas e técnicos encarregados a darem vida às páginas da obra original, adaptando-a a um outro suporte que não o do papel. O filme nos incentiva a refletir a respeito do que vimos. Ambos são experiências únicas e tem qualidades e recursos próprios. Ambos podem e devem ser vistos como um diálogo entre criadores, artistas comprometidos a contarem, cada um dentro da sua especialidade, a mesma história, sem o compromisso da fidelidade absoluta, pois a Arte é uma manifestação de talentos individuais.
     Esse espaço dedicado ao livro e ao filme "MEU PÉ DE LARANJA LIMA" ficará aberto até 29 de junho, esperando alunos, professores e demais visitantes para conhecerem de perto um pouco mais desse grande escritor brasileiro, que cujos livros tem neles gravados as cores, os cheiros, as paisagens, os personagens e as vozes deste imenso Brasil.

Apoio Cultural: Fundação Ormeo Junqueira Botelho  /  Pássaro Films
Patrocínio: ENERGISA 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Livros & Filmes, a proposta para Março da Videoteca da Casa de Leitura Lya Botelho


Sempre buscando proporcionar uma melhor associação entre cultura e entrenimento, a programação da Videoteca da Casa de Leitura Lya Botelho apresenta uma seleção bastante especial de filmes para este mes.
Em março a literatura vai dominar as noites de quinta-feira em suas adaptações para o cinema.

Começamos, no dia 7, com um dos mais recentes filmes lançados no país: "HITCHCOCK", baseado no livro "Alfred Hitchcock and the Making of Psycho", do escritor Stephen Rebello. O filme, dirigido por Sacha Gervasi e interpretado por Anthony Hopkins e Helen Mirren narra as tribulações do famoso diretor, e sua inteligente e talentosa esposa, para transformar um livro sobre um serial killer no seu famoso "Psicose".

No dia 14 de março a tela da Videoteca da Casa de Leitura Lya Botelho é o suporte para conferirmos a transposição de um dos mais famosos clássico da literatura mundial para o cinema. Keira Knightly dá vida a uma das mais importantes personagens da literatura: "ANNA KARENINA", nascida do talento do russo Leon Tolstoi. Uma história de amor, paixão, traição e punição, desta feita contada com um mis-en-scéne de uma arrebatadora beleza.

Quinta-feira, dia 21, é hora de conferir a fábula escrita por Rudyard Kipling e magistralmente transposta à tela pelo gênio do diretor John Huston, aliado, naturalmente, ao talento de atores como Sean Connery e Michael Caine. "O HOMEM QUE QUERIA SER REI" narra a história de 2 aventureiros ingleses que acabam por se aventurar por terras onde nenhum homem branco havia estado desde Alexandre, o Grande e são, portanto, confundidos com seres divinos.

Sheakspear dificilmente poderia faltar numa seleção de obras literárias adaptadas para o cinema. Elizabeth Taylor empresta sua beleza e talento para viver Catarina em "A MEGERA DOMADA", ao lado de Richard Burton, sob a direção do preciosista Franco Zefirelli. Um clássico da literatura que encontrou na grande tela uma nova oportunidade de provar o talento do seu autor.

As sessões, sempre com entrada franca, acontecem todas as quintas-feira, às 19:30h e a censura é 14 anos,

A Casa de Leitura Lya Botelho localiza-se à R. José Peres, 4, no centro de Leopoldina-MG

Apoio Cultural: Fundação Ormeo Junqueira Botelho

Patrocínio: ENERGISA