Mostrando postagens com marcador memorial. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador memorial. Mostrar todas as postagens

sábado, 3 de setembro de 2016

Um corredor cultural em Leopoldina


As manhãs de sábado parecem ideais para muitas famílias que podem sair para um passeio pela cidade, aproveitarem a nossa Praça Félix Martins com suas alamedas e espaços para a prática de exercícios de condicionamento físico e brinquedos infantis. Ir à praça voltou a ser uma atividade extremamente agradável, seja pelo visual recuperado da mesma, seja pelo wi-fi liberado ou mesmo para encontrar amigos ou curtir algum evento que lá se realize.
Sendo um dos mais importantes marcos de referência da cidade, a Praça Félix Martins também é o início de um "corredor cultural", um roteiro onde se localizam 3 dos mais importantes espaços culturais de Leopoldina: o Museu Espaço dos Anjos, o Centro Cultural Mauro de Almeida e a Casa de Leitura Lya Botelho.

Nesta postagem eu gostaria de propor que todos nós, residentes ou não nesta cidade, visitássemos esses locais. São espaços importantíssimos, especiais, que poucos municípios, além das Capitais e dos grandes centros, possuem e que podem ser visitados sem nenhum custo.
O conhecimento é o que nos faz livres, autônomos, capazes de recusarmos ser manipulados. É o conhecimento da história da nossa cidade, dos cidadãos ilustres que colaboraram na construção da mesma ou aqueles, mais humildes, com menos visibilidade, praticamente anônimos que a erigiram e ajudaram a torná-la o que ela é.
É inadmissível, longe das grandes metrópoles, ainda ouvirmos pessoas dizerem que não conhecem 1, 2 ou todos esses espaços por "falta de tempo". Ou mesmo queixarem que a cidade "não oferece cultura" se elas próprias não prestigiam os eventos culturais aqui criados ou apresentados. É o público o principal responsável pela existência de  museus, exposições, feiras de artesanato, apresentações teatrais, shows musicais, bibliotecas, salas de cinema, festivais de toda a espécie, etc.

Conhecermos nossa cidade é nossa obrigação, não é favor algum que prestamos a ninguém, a não ser a nós mesmos. Sabermos o que existe, termos consciência da nossa história, geografia, genealogia, nossos recursos, nossas possibilidade e dos equipamentos que nos capacitam, é fundamental para que possamos nos tornar pessoas conscientes, interessantes, ativas, despertas, capazes de articular opiniões próprias, embasadas em nossa experiência pessoal e no aprendizado adquirido ao longo do tempo.

O Centro Cultural Mauro de Almeida, a Casa de Leitura Lya Botelho e o Museu Augusto dos Anjos acabaram formando um "Corredor Cultural" que atravessa o Centro de Leopoldina e possibilita tanto ao cidadão quanto ao visitante, a facilidade de conhecerem mais sobre a nossa história caminhando, numa única linha ou direção.Então, que tal começarmos visitando esses 3 espaços onde aspectos importantes da nossa cultura local e conhecimento geral estão expostos:

 Construção típica dos edifícios públicos das primeiras décadas do século passado, o antigo Fórum municipal de Leopoldina abriga hoje a Secretaria de Cultura do Município, a Biblioteca Pública Municipal, os Memoriais da Cidade e do Esporte, além de uma ampla área de destinada a exposições temporárias.
Conseguir que esse edifício fosse destinado para a Cultura foi um exercício de determinação e paciência para diversos grupos, entre artistas, professores e alunos, desportistas, políticos, pessoas de algum modo ligadas à Cultura e à Educação. Sensibilizado, o Poder Público houve por bem transformar esse valioso espaço vizinho à Praça Félix Martins num Centro multi-Cultural, preparado para contribuir com diversas demandas e públicos.
O Centro Cultural Mauro de Almeida é um espaço que, até a presente data da redação deste texto, está parcialmente inaugurado, faltando o andar superior, com um excelente e bem montado auditório, salas de estudo, de reunião e uma organizada Gibiteca. Mas é no andar inferior que o visitante percebe a importância desse espaço dentro do cenário cultural de Leopoldina. Além da Biblioteca Pública Municipal, que abriga ampla coleção de livros e revistas, temos uma área inteiramente dedicada à literatura infantil e aos pequenos leitores. Funciona, também, no térreo, a Secretaria de Cultura do município. com atendimento diário ao público. Mas o que mais chama a atenção do visitante são as duas áreas dedicadas aos "memoriais", o do Esporte e o da Cidade.

Se o Memorial do Esporte reúne a memória dos clubes, jogadores, desportistas de todas as modalidades, exibindo fotos, textos e troféus, além de um dos exemplares da Tocha Olímpica que percorreu as ruas de Leopoldina quando da chegada do fogo olímpico ao Brasil, o memorial da Cidade trabalha com o lúdico e o símbolo, para contar de forma muito compacta e pontual, a história local. São cenários que conduzem o visitante por entre a selva da Zona da Mata, passando pela colonização, a cultura do café, do laticínio, os imigrantes, a importância da estrada de ferro e a razão de Leopoldina ter sido brindada com o apelido de "Atenas da Zona da Mata".

A não mais que 30 metros de distância está localizada a Casa de Leitura Lya Botelho, um dos "braços" da FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho. Casa construída pelo Dr. Ormeo Junqueira Botelho no final dos anos 1940 e mantida pela ENERGISA, é, há 7 anos, um importante centro cultural em atuação na Zona da Mata mineira. Abrigando uma biblioteca infanto-juvenil, o Memorial dedicado à pessoa do Dr. Ormeo J. Botelho, amplos e bem cuidados jardins, a Casa de Leitura produz, todos os anos, 2 exposições temáticas cujo público alvo são os alunos da rede escolar, pública e privada da nossa cidade.
No momento da escrita deste texto, a Casa de Leitura exibe a exposição POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS - O SÉCULO DAS GRANDES NAVEGAÇÕES em seu andar térreo, exposição essa inteiramente concebida e executada com materiais, mão de obra e serviços leopoldinenses, numa proposta de estímulo à Economia Criativa local.

Descendo a R. Barão de Cotegipe em direção à Prefeitura local, chega-se ao Museu Espaço dos Anjos, casa que serviu de residência ao poeta pernambucano Augusto dos Anjos e sua família quando da sua vinda para atuar como diretor escolar em Leopoldina. Se o seu corpo se encontra sepultado no cemitério local, é nessa casa-museu que encontramos documentos e lembranças da sua breve existência física em nossa cidade.
O espaço, que anteriormente era o atelier-escola para o artista plástico Luiz Raphael Domingues Rosa, abriga, também em sua área externa, um espaço coberto onde acontecem, durante todo o ano, eventos, apresentações musicais e teatrais, saraus literários, etc.

Quando dizemos que nossa cidade vive um momento excepcional em termos da criação de espaços culturais e áreas de lazer ativas o fazemos comparando com outros centros com as mesmas características, inclusive populacional. A criação e/ou revitalização desses espaços visa, antes de mais nada, o bem estar da comunidade, o complemento ao ensino formal, o despertar de uma consciência de cidadania baseada em valores próprios, o cuidado com o patrimônio comum, o conhecimento da história local e o necessário resgate da auto estima dos cidadãos pelo seu local de origem e de moradia.
Repetindo: importante é, sem dúvida, que a população também dê a sua parcela de contribuição ao frequentar os eventos culturais e educativos produzidos e programados nesses centros, criando assim uma crescente e fluída oferta de atividades direcionadas ao mais amplo interesse popular, atendendo às diversas expectativas e interesses da população, estimulando o artista local e o muito necessário desenvolvimento de uma Economia Criativa leopoldinense.

Serviço:
Museu Espaço dos Anjos: Rua Barão de Cotegipe, 386
Centro Cultural Mauro de Almeida: Praça Félix Martins
Casa de Leitura Lya Botelho: R. José Peres, 4



#leopoldina #mg #cultura #educacao #centrocultural #pracafelixmartins #praca #museu #casadeleitura #casadeleituralyabotelho #zonadamata #economiacriativa #corredorcultural #espacodosanjos #biblioteca #gibiteca +casadeleitura lya maria müller botelho #energisa #fojb

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Casa de leitura Lya Botelho: 4 anos a serviço da Cultura leopoldinense

     A Casa de Leitura Lya Botelho completa hoje, dia 7 de agosto, 4 anos de existência e aproveita para renovar, nesta ocasião,  seu compromisso com Leopoldina-MG com a ativa participação nos segmentos da Cultura e Educação da cidade.
     Nascida para abrigar uma biblioteca infanto-juvenil, esse nicho de atuação ampliou-se, através dos anos, em uma pluralidade de atividades, fixas, recorrentes ou ocasionais, visando privilegiar, em primeiro lugar, nosso público: a população local e regional que nossas ações atingem, facilitando-lhes o mais amplo acesso à Cultura, à Educação e ao lazer criativo.
      Com um "cardápio" sempre crescente de eventos acontecendo em nossos espaços, orgulhamo-nos em listar algumas delas, tais como as Sessões das Quintas (para jovens e adultos), a Sessão Cineminha (para crianças) e o Grupo de Cinéfilos, que visam incentivar a leitura através das imagens, o seu relacionamento com o som e o movimento, o aprendizado e o reconhecimento de signos e símbolos, bem como permitir ampliar um conhecimento maior de culturas e saberes exibidos nas obras cinematográficas exibidas.
     Contação de histórias e apresentações de peças infantis também são projetos mais recentes e que, pelos resultados obtidos, irão se solidificar, tornando-se parte do nosso repertório de eventos continuados.
     As exposições temporárias, normalmente temáticas, por sua vez, trazem o foco para a leitura, o escritor e sua obra e seu estilo, buscando incentivar a produção literária, principalmente, entre os alunos das redes públicas municipal e estadual, assim como da particular. Concursos literários e exposições de elementos gráficos constituintes da produção de livros são realizados. Este foi o caso de projetos como "O Azul da Poesia", "Angola", "O Meu Pé de Laranja Lima: Escrita & Movimento" e "Fotografia de Cena", sobre obras de Luiz Lopez, Gita Cerveira, José Mauro de Vasconcelos e Camila Botelho Rocha, respectivamente
O constante acréscimo de obras à nossa biblioteca infanto-juvenil continua sendo uma das prioridades da Fundação Ormeo Junqueira Botelho e da nossa mantenedora, a ENERGISA. Durante estes 4 anos de atividades fomos, sistematicamente, adquirindo substancial número de novos títulos, e acrescentando novos exemplares à nossa Gibiteca. Paralelamente estamos iniciando, para o público adulto, uma biblioteca com livros de gêneros diversos e um revistário, onde jornais e publicações semanais e mensais podem ser consultadas.
     Os poetas, escritores, cronistas, ensaístas e produtores de textos acadêmicos também encontram apoio na Casa de Leitura Lya Botelho, que lhes ceder seus espaços para os lançamentos de suas obras e noites de autógrafos.
     Um projeto de reconhecimento à importante contribuição da população afrodescendente à nossa cidade materializou-se com a organização da "Estante Mestre Vitalino Duarte", que abriga uma expressiva coleção de livros infanto-juvenis escritos por autores negros brasileiros, africanos e originários de outros países e continentes. Além disso, esse projeto resultou na divulgação da cultura afro, através de aulas gratuitas de capoeira durante as férias escolares e a realização, na Casa de Leitura, do IV Fórum das Culturas Populares da Zona da Mata, bem como um festival de filmes africanos cuja curadoria foi em colaboração com a Embaixada da França no Brasil e uma palestra sobre o "Racismo nas Histórias em Quadrinhos". Uma justa homenagem a dois artistas negros, Vitalino Duarte e Geraldo Pereira, recentemente produzida pela Associação Afro Mestre Vitalino Duarte, de Leopoldina-MG, e Academia do Samba de Juiz de Fora-MG, foi, também, realizada na Casa de Leitura Lya Botelho.
     Além disso, músicos e cantores também encontram em nossos espaços local para suas apresentações. Procurando sempre apresentar e divulgar artistas locais que se destacam por terem estilos próprios e bem definidos, além de um repertório de inegável qualidade, acreditamos estar, assim procedendo, colaborando também com a formação de uma platéia consumidora de arte, cada vez mais informada e exigente.
Neste segundo semestre do ano estaremos incorporando às opções que oferecemos, o projeto lítero-musical Saraus na Varanda, ocasiões em que músicos de diversas formações e estilo, além dos poetas, poderão mostrar seu trabalho, de forma bastante descontraída e participativa com o público. Ricos somos e fomos, de talentos. Basta-nos reconhecê-los, promovê-los, apoiar e consumir seu trabalho.


     Além do clima festivo pela  que me leva a escrever este texto, que é o aniversário da Casa de Leitura Lya Botelho, o momento que vivemos em nossa cidade, quando as pessoas se voltam a reivindicar dos órgãos públicos espaços adequados para a Biblioteca Municipal e Centro Cultural, a organizada ocupação dos espaços públicos comunitários para a apresentação de bandas musicais, a redação final e aprovação de uma lei municipal de fomento à Cultura através da viabilização de projetos contemplados, a transformação do CEFET-Leopoldina numa universidade, tudo isso nos entusiasma e nos faz acreditar num "renascimento" de leopoldina como um polo cultural dentro da Zona da Mata mineira. A Secretaria Municipal de Cultura, sobrepondo-se às adversidades econômicas, vem estabelecendo um diálogo muito próximo, franco e cooperativo com as lideranças culturais (artistas, artesãos, grupos, ativistas, agentes, promotores, associações, etc) e desenvolvendo projetos visando a facilitação da mais ampla acessibilidade á Cultura.
     Ainda no mês de agosto (sábado, dia 10, às 13:00h, na Casa de Leitura Lya Botelho) Leopoldina estará realizando sua 3ª Conferência Municipal de Cultura, evento esse de grande importância para diagnosticar, selecionar e levar nossas observações e anseios nessa área até o nível Federal, contribuindo assim para uma unificação (não homogenização) do movimento cultural no país. Sob os auspícios da Prefeitura Municipal e da Secretaria de Cultura, Esportes, Lazer e Turismo de Leopoldina, essa Conferência é uma prova real do desejo em reforçar o diálogo e a interação entre a sociedade civil e o poder poder público, entre o setor privado e o governamental.
Festivais como o de Viola e Gastronomia de Piacatúba e o de Conversa de Botequim e Doces de Tebas, o Motorock, a Feira da Paz, a Exposição Agropecuária e Industrial, a Feira da Paz, o belo Natal de Luzes da APIL, o Festival de Arte e Cultura do CEFET-Leopoldina, o Open de Parapente da Zona da Mata, a Cavalgada  durante a Festa da Cruz Queimada e a Festa das Charretes, ambas em Piacatúba, o Prosa de Garagem que congrega os colecionadores de carros antigos, a Feira de Artesanato, aos sábados, na Praça Félix Martins, os grupos como o Assum Preto, os de Folia de Reis e os de Tradição Mineira, que mantém vivos os cantos, danças, linguagem e costumes da nossa terra e do nosso povo, a presença de uma Academia Leopoldinense de Letras e Artes-ALLA, as concorridas reuniões da OSCIP Felizcidade, o Museu Espaço dos Anjos, memorial vivo ao poeta Augusto dos Anjos e concorrido local de eventos, a presença de um muito ativo Conservatório Estadual Musical Lia Salgado e seu grandioso Concerto de Natal, as constantes apresentações da Banda Musical Princesa Leopoldina em praças públicas, eventos e instituições, grupos de diversos estilos musicais, tudo isso corrobora para que tenhamos muito orgulho de quem somos, do que realizamos, das nossas origens e do quanto somos representativos para a nossa região, estado e país.
     Por isso tudo, e muito mais, Leopoldina, que já foi chamada de a "Atenas da Zona da Mata", sem esquecer uma importante formação clássica entranhada em suas origens, é hoje uma jovem contemporânea, aberta ao futuro, à evolução, conectada ao que se faz e pensa, hoje, em todo o mundo. E isso é ótimo, visto a Informação fazer parte do Conhecimento, e este, representar um poder maior que os demais, pois nos confere a Liberdade através de reflexões e escolhas fundamentadas.
     Assim, reafirmamos nossa crença em que os cidadão leopoldinenses merecem oportunidades para aprenderem, desenvolverem e praticarem seus talentos, tendo suas qualidades enaltecidas, sua auto-estima reforçada, além do acesso mais amplo e irrestrito às formas do conhecimento, com liberdade e oportunidades de expressarem seus saberes e talentos.
Por tudo isso, e por muito mais que o futuro certamente trará, a Casa de Leitura Lya Botelho, entidade privada sem fins lucrativos, construída para ser o lar da família de uma dos mais importantes personagens formadores desta região, o engenheiro Dr. Ormeo Junqueira Botelho, abre-se cada vez mais à sociedade, disponibilizando o material para que seus indivíduos construam suas vidas com maior e melhor qualidade: a acessibilidade à informação, educação, cultura e preservação da memória.
Orgulhamo-nos de estar podendo, ao longo destes 4 anos,  com o apoio da Fundação Ormeo Junqueira Botelho e o patrocínio da ENERGISA, participar do desenvolvimento de Leopoldina.