Mostrando postagens com marcador museu. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador museu. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Inicia hoje, em todo o Brasil, a 10ª Primavera dos Museus



De 19 a 25 de setembro, acontece a 10ª Primavera dos Museus, temporada cultural promovida pelos museus brasileiros em parceria com o Ibram. Nessa edição, 753 museus de todo o país oferecem ao público mais de 2.000 atividades especiais, como visitas mediadas, palestras, oficinas, exibição de filmes e muito mais!

Pelo 3º ano consecutivo a Casa de Leitura Lya Botelho participa desse importante evento cultural de âmbito nacional e, desta vez, com a exposição POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS - O SÉCULO DAS GRANDES NAVEGAÇÕES que, em suas 6 primeiras semanas foi vista por mais de 4.500 visitantes.

A exposição segue até o dia 20 de dezembro de 2016, graças ao patrocínio da ENERGISA e ao apoio institucional da FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho, da Secretaria de Educação do Município e da SRE-Superintendência Regional de Ensino de Leopoldina.

#exposicao #historia #expo #energisa #fojb #leopoldina #mg #casadeleitura#casadeleituralyabotelho #navegacao #caravela #marcopolo #navegadores#rotadaseda #semanamuseus2016 #primaveradosmuseus2016 #cultura

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Visitantes do mês de Agosto-2016


Dia 31 costuma ser a ocasião em que se faz uma avaliação das atividades ocorridas durante o mês e, no caso deste finzinho de Agosto só podemos agradecer, e muito, a receptividade que nossa exposição POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS - O SÉCULO DAS GRANDES NAVEGAÇÕES, teve entre os nossos munícipes e as escolas da nossa cidade e região.

Foram mais de 3.300 pessoas, entre alunos e visitantes espontâneos, que passaram pela Casa de Leitura Lya Botelho em apenas 19 dias de funcionamento da mesma, desde a abertura da exposição no dia 8 de agosto. É sem dúvida alguma uma expressiva demonstração da importância de uma ação como essa no seio da comunidade, lembrando que esse número de visitantes corresponde 6,5% da população de Leopoldina. E isso apenas nas primeiras 3 semanas de funcionamento da exposição!

É, então, o momento de novamente agradecermos a todos que a tornaram possível: a empresa ENERGISA, nossa Patrocinadora Oficial, cujos recursos viabilizam a existência de um espaço da importância da Casa de Leitura Lya Botelho e suas muitas ações em prol da Cultura; à FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho, na pessoa da sua presidente, Sra. Mônica Pérez Botelho, que nos oferece o necessário apoio logístico; a todos os fornecedores e colaboradores que empenharam o melhor de seus talentos, habilidades e boa vontade a fim de que idéias e projetos tornassem realidade. realidade; a Secretaria de Educação de Leopoldina e a SRE-Superintendência Regional de Ensino de Leopoldina pelo impecável serviço na divulgação da exposição entre as escolas das redes públicas e privadas da região e viabilizando o necessário transporte para as escolas mais distantes do nosso município.

Um agradecimento mais que devido, e muito especial, é o que desejamos fazer a todos e todas Professores/as, Diretores/as, Coordenadores/as e Supervisores/as que atenderam ao nosso convite e têm trazido seus alunos (e continuam agendando visitas para novas turmas e novas escolas) para conhecerem a exposição. O que a Casa de Leitura Lya Botelho mais deseja é que esses laços se estreitem cada vez mais e que esses sérios e dedicados profissionais da Educação aqui encontrem um ambiente estimulante onde possam desenvolver temas pertinentes às aulas por eles ministradas. Uma exposição se completa quando o/a Professor/a a utiliza e explora em benefício dos seus alunos, acrescentando a ela o seu conhecimento.

Nosso muito obrigado para todos vocês que nos acompanham em nossa página do Facebook, curtindo, contribuindo com suas opiniões, energia e estímulo para que possamos, cada vez mais e melhor, "acertar" naquilo que nossa população mais deseja e/ou necessita. A Casa de Leitura Lya Botelho é um espaço multi-cultural especialmente voltado à contribuir com a Escola na formação de novos e mais capacitados Cidadãos.

Obs.: Ainda que o vídeo aqui postado mostre apenas alguns dos muitos visitantes deste mês, gostaríamos que todos que aqui estiveram se sentissem representados. Voltem sempre!


#energisa #fojb #casadeleitura #casadeleituralyabotelho #cultura #educacao #leopoldina #mg #historia #expo #exposicao #navegadores #navegantes #navegacao #oceano #mar #caravela #rotasmaritimas #comercio #marcopolo #rotadaseda #pormaresnuncadantesnavegados #cenografia #museu #semanamuseus2016

sábado, 29 de novembro de 2014

Novembro, mês de Artes e Cultura

Novembro chega ao fim e deixa um saldo muito positivo para a cena cultural de Leopoldina-MG.
Poucos foram os meses do ano em que o público teve à sua disposição tantos e tão bons eventos, muitos, em especial, motivados pelo centenário da morte do poeta paraibano Augusto dos Anjos.


No dia 4 foram abertas para o público as exposições REMEMORIA 80, com o acervo fotográfico e documental do leopoldinense Elias Abrahim Neto e LEOPOLDINA E LUIZ RAPHAEL: UM CASO DE AMOR, constante de quase 3 dezenas de quadros pintados pelo saudoso artista plástico leopoldinense Luiz Raphael Domingues Rosa.

A partir dessa data, durante todas as semanas, recebemos as escolas públicas e particulares de Leopoldina que aqui vieram com seus alunos em visita. Também o público adulto tem estado prestigiando ambas as mostras e se referindo a elas como importantes marcos no resgate da memória e dos valores da cidade.



A Casa de Leitura Lya Botelho teve o prazer de estar recebendo, no início do mês, a visita dos Srs. Damião Ramos Cavalcanti, Luiz Gonzaga Rodrigues e Itapuan Botto Targino, Presidente, Vice-Presidente e Diretor Administrativo da APL-Academia Paraibana de Letras que aqui estiveram para conhecer a cidade, estabelecer contatos de intercâmbio com a ALLA-Academia Leopoldinense de Letras e Artes e, naturalmente, participar das celebrações pelo 100 anos da morte do conterrâneo Augusto dos Anjos.


No dia 9, uma nova comitiva, desta vez da cidade de Sapé-PB, berço natal de Augusto dos Anjos, constituída pelo Secretário Executivo de Educação, Prof. Ewerton Santos, e pelo Secretário Adjunto de Cultura daquele município, Sr. Jairo Cézar. Este último convidado para lançar, no dia 10, seu livro infanto-juvenil "Augusto dos Anjos em Quadrinhos" aqui na Casa de Leitura Lya Botelho e realizar, nos dias subsequentes, palestra sobre o projeto PILE para professores da rede municipal de ensino e participar de uma mesa redonda sobre "Quadrinhos e Augusto" promovida pela ALLA-Academia Leopoldinense de Letras e Artes.




No dia 12 as crianças, jovens e professoras que estavam em visita à Casa de Leitura Lya Botelho foram surpreendidos com um espetáculo extremamente interessante e divertido apresentado pelo
grupo GIRARTE, de Cataguases-MG. Muita música, representação, exercícios, contação de história, capoeira e dança fazem parte desse mix de atividades com o qual o grupo desenvolve suas ações e, naturalmente, cativa e sua audiência. Os alunos da APAE-Leopoldina, presentes à apresentação, nos alegraram com o seu envolvimento e espontânea participação e interação com o s atores-bailarinos.



No dia 14 a Casa de Leitura Lya Botelho foi cenário para o evento "Comunicações Acadêmicas", promovido pela ALLA-Academia Leopoldinense de Letras e Artes e no domingo, 16 de novembro, foi a vez do Grupo Teatral Seiva de Luz, daqui de Leopoldina, com a direção de Zezé Salles, encenarem a peça "A bruxinha que era boa", um clássico de Maria Clara Machado que trouxe aproximadamente 300 espectadores para assistir a apresentação nos jardins da Casa de Leitura Lya Botelho.


A ALLA e a Secretaria de Cultura, Esportes, Lazer e Turismo do município trabalharam muito, e com absoluto sucesso, para que o centenário do desaparecimento do poeta ficasse indelevelmente marcado na memória da cidade como uma das suas mais importantes efemérides. Um calendário de eventos, que teve início a 17 de outubro e só terminou em 14 de novembro, celebraram a vida e a obra de Augusto dos Anjos que aqui viveu seus últimos dias e repousa no cemitério local.

Apresentações musicais, um espetáculo teatral especialmente concebido para a ocasião, declamação de poesias, lançamento de livros ("Cutubas: Clube de Negros, Território de Bambas" de Margareth Cordeiro Franklin,  "Belo como um Abismo" de Elias Fajardo e "Fragmentos da História", trabalho coletivo de alunos do Colégio Imaculada Conceição sob a coordenação da professora Natania Nogueira), debates, apresentações de trabalhos acadêmicos, mesa redonda, visitas ao túmulo de Augusto dos Anjos, visitas guiadas ao Museu Espaço dos Anjos, homenagens diversas e a final do Concurso Nacional de Poesia Augusto dos Anjos, constituíram um cardápio diversificado e de alto nível qualitativo que atraiu um grande público, além de divulgar o evento e a própria cidade.

O IV Festival Arte Cultura promovido anualmente pelo CEFET-Leopoldina foi o encerramento com chave de ouro de um mês altamente produtivo, tanto para quem produz quanto para quem consome Cultura. A cidade vive um dos seus melhores momentos, com diversos espaços se abrindo para eventos e assim colaborando com a necessária formação de uma platéia entre a população local, além de criar uma maior abertura para a apresentação de talentos locais e o sempre interessante intercâmbio de conhecimentos.

Parabéns a todos os envolvidos na organização dos eventos, em especial à direção da ALLA-Academia Leopoldinense de Letras e Artes, à Secretaria de Cultura, Esportes, Lazer e Turismo e à Secretaria de Educação do município, à Prefeitura Municipal de Leopoldina e todas as demais entidades, públicas e privadas, que fizeram com que pudéssemos viver em nossa cidade, uma experiência cultural de excelente nível.







O Espaço dos Anjos: atelier-museu criado por Luiz Raphael Domingues Rosa


A casinha na Barão de Cotegipe, quase escondida pela folhagem do oiti que lhe faz companhia, debruça-se sobre a calçada, atenta ao movimento da cidade. O transeunte, distraído, em 5 ou 6 passos cruza por ela, absorto em seus pensamentos e alheio à sua graça brejeira e aos tesouros que abriga.

Na cidade que vai aos poucos se transformando, onde as antigas construções vão sendo impiedosamente substituídas pelo que a moda do momento dita como "novo", a casinha azul desafia o tempo. Espaço sagrado onde a História é cultuada, guarda tesouros que resistirão muito mais à inclemência dos séculos que as construções pseudo-modernas que teimam (inutilmente) desafiá-la.

A casinha discreta na rua de pomposo nome já ouviu os passos e a voz do poeta maior Augusto dos Anjos. Viu-o à mesa com a esposa e filhos, permitiu que a luz entrasse para iluminar o papel onde escrevia seus versos, protegeu-o como a um filho querido quando o mesmo agonizava.

Como se fora sua sina, eis que tempos depois recebeu, portas e janelas abertas, novo artista, para, novamente, servir-lhe de inspiração, abrigar-lhe os sonhos, tornar-se cenário para sua arte.

Este, também, um dia partiu e não mais voltou, mas a casa, saudosa, transformou-se, cresceu em reconhecimento, ampliou sua importância, assumiu, finalmente, seu papel e também escolheu manter viva a memória dos que um dia a escolheram para nela viverem.

O quadro que hoje, pendurado numa das paredes daCasa De Leitura Lya Botelho, faz parte da exposição LEOPOLDINA E LUIZ RAPHAEL: UM CASO DE AMOR, e revela, na simplicidade da sua composição, na escolha cromática, nos pequenos, mas importantíssimos, detalhes que muitas vezes demandam que os observemos por mais tempo, o carinho do artista plástico, professor, colecionador e agitador cultural leopoldinenses, Luiz Raphael Domingues Rosa, para com a sua casa-atelier-museu Espaço dos Anjos. Nele, realmente, morou a família dos Anjos: Augusto, Ester, Glória e Guilherme. Mas se anjos servem como mensageiros entre o Divino e o humano, a casa cumpriu, e cumpre sua função por ter sido e ainda ser aquele espaço sagrado onde as Artes se manifestam e realizam. Um espaço construído com suor e lágrimas, mas com fé e esperança por Luiz Raphael.

Agradecemos a todos os colecionadores que tão gentilmente cederam seus quadros para a exposição
Esta exposição tem o patrocínio da ENERGISA e o Apoio Cultural da Prefeitura Municipal de Leopoldina e das Secretarias de Educação e de Cultura, Esportes, Lazer e Turismo do município.
Apoio: FOJB- Fundação Ormeo Junqueira Mônica Pérez Botelho

Energisa #energisa #fojb #casadeleitura #leopoldina#mg #arte #pintura #augustodosanjos #memoria#patrimonio #historia #conservação #preservação#exposição #mostra #quadro

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O luar no atelier do artista: Luiz Raphael Domingues Rosa



Da janela do atelier o artista vê a lua. Branco disco a refletir a luz solar na noite escura. Imenso satélite orbitando em torno deste planeta, inspirando enamorados, poeta, cientistas e artistas.

A lua em Leopoldina, para Luiz Raphael Domingues Rosa, não é uma luazinha qualquer, tímida, anônima, escondida entre nuvens, dependente de telescópios para ser encontrada na imensidão do cosmos. Não! Certamente que não. A lua que passeia sobre o quintal da casa-atelier “Espaço dos Anjos” é soberana, rainha da noite, senhora dos céus.

É ela que vem visitar o artista que, na calada da noite, segue pintando sua cidade. É ela que alumia a copa da alta mangueira onde, certamente, Augusto dos Anjos esteve a lembrar-se do seu tamarindeiro, lá na terra natal. Ela, romântica que é, entende o caso de amor do artista com sua Leopoldina. Essa lua gigante, tão próxima, tão ao alcance da mão, parece querer entrar na casa da Rua Cotegipe pela porta da varanda perfumada pelas flores do jardim, indiferente à guarda montada pelo busto do Carlos Gomes que empertigado, com seu bigode, terno e gravata, observa o noturno movimento.

Para Luiz Raphael não havia assunto, tema, paisagem que não merecesse sua atenção e seus dons artísticos. Bastava-lhe olhar ao redor para encontrar beleza e significado dignos de registro. E se o clarão do luar vinha visita-lo, invadindo-lhe a janela do atelier, por que não recebe-lo amorosamente, com talento, tela, tintas e pincéis?

Quadro: “Luar no jardim do Espaço dos Anjos” (1985) / Acervo: Josiani Schettini

Este óleo sobre tela faz parte da exposição LEOPOLDINA E LUIZ RAFAEL RAPHAEL: UM CASO DE AMOR que segue até o dia 20 de dezembro de 2014 na Casa de Leitura Lya Botelho (R. José Peres, 4 / centro Leopoldina-MG).

Esta exposição é patrocinada pela ENERGISA e tem o Apoio Institucional da FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho.
Apoio Cultural: Prefeitura Municipal de Leopoldina, Secretaria de Educação e Secretaria de Cultura, Esportes, Lazer e Turismo de Leopoldina.

‪#‎energisa‬ ‪#‎casadeleitura‬ ‪#‎leopoldina‬ ‪#‎mg‬ ‪#‎artesplasticas‬ ‪#‎pintura‬ ‪#‎quadro‬‪#‎augustodosanjos‬ ‪#‎janela‬ ‪#‎exposição‬ ‪#‎cultura‬ ‪#‎educação‬‪#‎educaçãoartistica‬ ‪#‎arte‬ ‪#‎fojb‬

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Casa de leitura Lya Botelho: 4 anos a serviço da Cultura leopoldinense

     A Casa de Leitura Lya Botelho completa hoje, dia 7 de agosto, 4 anos de existência e aproveita para renovar, nesta ocasião,  seu compromisso com Leopoldina-MG com a ativa participação nos segmentos da Cultura e Educação da cidade.
     Nascida para abrigar uma biblioteca infanto-juvenil, esse nicho de atuação ampliou-se, através dos anos, em uma pluralidade de atividades, fixas, recorrentes ou ocasionais, visando privilegiar, em primeiro lugar, nosso público: a população local e regional que nossas ações atingem, facilitando-lhes o mais amplo acesso à Cultura, à Educação e ao lazer criativo.
      Com um "cardápio" sempre crescente de eventos acontecendo em nossos espaços, orgulhamo-nos em listar algumas delas, tais como as Sessões das Quintas (para jovens e adultos), a Sessão Cineminha (para crianças) e o Grupo de Cinéfilos, que visam incentivar a leitura através das imagens, o seu relacionamento com o som e o movimento, o aprendizado e o reconhecimento de signos e símbolos, bem como permitir ampliar um conhecimento maior de culturas e saberes exibidos nas obras cinematográficas exibidas.
     Contação de histórias e apresentações de peças infantis também são projetos mais recentes e que, pelos resultados obtidos, irão se solidificar, tornando-se parte do nosso repertório de eventos continuados.
     As exposições temporárias, normalmente temáticas, por sua vez, trazem o foco para a leitura, o escritor e sua obra e seu estilo, buscando incentivar a produção literária, principalmente, entre os alunos das redes públicas municipal e estadual, assim como da particular. Concursos literários e exposições de elementos gráficos constituintes da produção de livros são realizados. Este foi o caso de projetos como "O Azul da Poesia", "Angola", "O Meu Pé de Laranja Lima: Escrita & Movimento" e "Fotografia de Cena", sobre obras de Luiz Lopez, Gita Cerveira, José Mauro de Vasconcelos e Camila Botelho Rocha, respectivamente
O constante acréscimo de obras à nossa biblioteca infanto-juvenil continua sendo uma das prioridades da Fundação Ormeo Junqueira Botelho e da nossa mantenedora, a ENERGISA. Durante estes 4 anos de atividades fomos, sistematicamente, adquirindo substancial número de novos títulos, e acrescentando novos exemplares à nossa Gibiteca. Paralelamente estamos iniciando, para o público adulto, uma biblioteca com livros de gêneros diversos e um revistário, onde jornais e publicações semanais e mensais podem ser consultadas.
     Os poetas, escritores, cronistas, ensaístas e produtores de textos acadêmicos também encontram apoio na Casa de Leitura Lya Botelho, que lhes ceder seus espaços para os lançamentos de suas obras e noites de autógrafos.
     Um projeto de reconhecimento à importante contribuição da população afrodescendente à nossa cidade materializou-se com a organização da "Estante Mestre Vitalino Duarte", que abriga uma expressiva coleção de livros infanto-juvenis escritos por autores negros brasileiros, africanos e originários de outros países e continentes. Além disso, esse projeto resultou na divulgação da cultura afro, através de aulas gratuitas de capoeira durante as férias escolares e a realização, na Casa de Leitura, do IV Fórum das Culturas Populares da Zona da Mata, bem como um festival de filmes africanos cuja curadoria foi em colaboração com a Embaixada da França no Brasil e uma palestra sobre o "Racismo nas Histórias em Quadrinhos". Uma justa homenagem a dois artistas negros, Vitalino Duarte e Geraldo Pereira, recentemente produzida pela Associação Afro Mestre Vitalino Duarte, de Leopoldina-MG, e Academia do Samba de Juiz de Fora-MG, foi, também, realizada na Casa de Leitura Lya Botelho.
     Além disso, músicos e cantores também encontram em nossos espaços local para suas apresentações. Procurando sempre apresentar e divulgar artistas locais que se destacam por terem estilos próprios e bem definidos, além de um repertório de inegável qualidade, acreditamos estar, assim procedendo, colaborando também com a formação de uma platéia consumidora de arte, cada vez mais informada e exigente.
Neste segundo semestre do ano estaremos incorporando às opções que oferecemos, o projeto lítero-musical Saraus na Varanda, ocasiões em que músicos de diversas formações e estilo, além dos poetas, poderão mostrar seu trabalho, de forma bastante descontraída e participativa com o público. Ricos somos e fomos, de talentos. Basta-nos reconhecê-los, promovê-los, apoiar e consumir seu trabalho.


     Além do clima festivo pela  que me leva a escrever este texto, que é o aniversário da Casa de Leitura Lya Botelho, o momento que vivemos em nossa cidade, quando as pessoas se voltam a reivindicar dos órgãos públicos espaços adequados para a Biblioteca Municipal e Centro Cultural, a organizada ocupação dos espaços públicos comunitários para a apresentação de bandas musicais, a redação final e aprovação de uma lei municipal de fomento à Cultura através da viabilização de projetos contemplados, a transformação do CEFET-Leopoldina numa universidade, tudo isso nos entusiasma e nos faz acreditar num "renascimento" de leopoldina como um polo cultural dentro da Zona da Mata mineira. A Secretaria Municipal de Cultura, sobrepondo-se às adversidades econômicas, vem estabelecendo um diálogo muito próximo, franco e cooperativo com as lideranças culturais (artistas, artesãos, grupos, ativistas, agentes, promotores, associações, etc) e desenvolvendo projetos visando a facilitação da mais ampla acessibilidade á Cultura.
     Ainda no mês de agosto (sábado, dia 10, às 13:00h, na Casa de Leitura Lya Botelho) Leopoldina estará realizando sua 3ª Conferência Municipal de Cultura, evento esse de grande importância para diagnosticar, selecionar e levar nossas observações e anseios nessa área até o nível Federal, contribuindo assim para uma unificação (não homogenização) do movimento cultural no país. Sob os auspícios da Prefeitura Municipal e da Secretaria de Cultura, Esportes, Lazer e Turismo de Leopoldina, essa Conferência é uma prova real do desejo em reforçar o diálogo e a interação entre a sociedade civil e o poder poder público, entre o setor privado e o governamental.
Festivais como o de Viola e Gastronomia de Piacatúba e o de Conversa de Botequim e Doces de Tebas, o Motorock, a Feira da Paz, a Exposição Agropecuária e Industrial, a Feira da Paz, o belo Natal de Luzes da APIL, o Festival de Arte e Cultura do CEFET-Leopoldina, o Open de Parapente da Zona da Mata, a Cavalgada  durante a Festa da Cruz Queimada e a Festa das Charretes, ambas em Piacatúba, o Prosa de Garagem que congrega os colecionadores de carros antigos, a Feira de Artesanato, aos sábados, na Praça Félix Martins, os grupos como o Assum Preto, os de Folia de Reis e os de Tradição Mineira, que mantém vivos os cantos, danças, linguagem e costumes da nossa terra e do nosso povo, a presença de uma Academia Leopoldinense de Letras e Artes-ALLA, as concorridas reuniões da OSCIP Felizcidade, o Museu Espaço dos Anjos, memorial vivo ao poeta Augusto dos Anjos e concorrido local de eventos, a presença de um muito ativo Conservatório Estadual Musical Lia Salgado e seu grandioso Concerto de Natal, as constantes apresentações da Banda Musical Princesa Leopoldina em praças públicas, eventos e instituições, grupos de diversos estilos musicais, tudo isso corrobora para que tenhamos muito orgulho de quem somos, do que realizamos, das nossas origens e do quanto somos representativos para a nossa região, estado e país.
     Por isso tudo, e muito mais, Leopoldina, que já foi chamada de a "Atenas da Zona da Mata", sem esquecer uma importante formação clássica entranhada em suas origens, é hoje uma jovem contemporânea, aberta ao futuro, à evolução, conectada ao que se faz e pensa, hoje, em todo o mundo. E isso é ótimo, visto a Informação fazer parte do Conhecimento, e este, representar um poder maior que os demais, pois nos confere a Liberdade através de reflexões e escolhas fundamentadas.
     Assim, reafirmamos nossa crença em que os cidadão leopoldinenses merecem oportunidades para aprenderem, desenvolverem e praticarem seus talentos, tendo suas qualidades enaltecidas, sua auto-estima reforçada, além do acesso mais amplo e irrestrito às formas do conhecimento, com liberdade e oportunidades de expressarem seus saberes e talentos.
Por tudo isso, e por muito mais que o futuro certamente trará, a Casa de Leitura Lya Botelho, entidade privada sem fins lucrativos, construída para ser o lar da família de uma dos mais importantes personagens formadores desta região, o engenheiro Dr. Ormeo Junqueira Botelho, abre-se cada vez mais à sociedade, disponibilizando o material para que seus indivíduos construam suas vidas com maior e melhor qualidade: a acessibilidade à informação, educação, cultura e preservação da memória.
Orgulhamo-nos de estar podendo, ao longo destes 4 anos,  com o apoio da Fundação Ormeo Junqueira Botelho e o patrocínio da ENERGISA, participar do desenvolvimento de Leopoldina.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Museu Espaço dos Anjos e Revista Eletrônica: destaques 2012



 
    

Leopoldina, que já foi saudada como a "Atenas da Zona da Mata", tem pelo menos 2 bons motivos para comemorar 2012: a inauguração do Museu Espaço dos Anjos e o lançamento da Revista Eletrônica (Banco de Dados de Leopoldina). Ambos eventos foram de suma importância para a Cultura do município como um testemunho da nescessária conscientização da preservação de tudo o que é significativo para o registro da História.


      Inaugurado em outubro, o MUSEU ESPAÇO DOS ANJOS, que ocupa a antiga moradia do artista plástico, que se auto-intitulava "Mordomo de Augusto", Luiz Raphael Domingues Rosa, é um importante marco,  como um espaço cultural a mais que a cidade passa a possuir e como um memorial à figura do ilustre poeta paraibano que aqui viveu seus últimos dias. Importante, também, é o fato de que, ao preservar-se a antiga residência da R. Barão de Cotegipe, tombando-a como monumento histórico, restaurando e adequando-a, o poder público (leia-se Secretaria de Cultura, Esportes, Lazer e Turismo em conjunto com a Promotoria de Proteção ao Patrimônio), atendendo a uma das solicitações da sociedade civil organizada (leia-se OSCIP FELIZCIDADE), dá uma demonstração de correta administração e reconhecimento do valor do nosso patrimônio cultural, material ou imaterial. Numa feliz coincidência, a concretização desse antigo desejo da população deu-se no ano do centenário de Augusto dos Anjos.
    

    
A mesma OSCIP FELIZCIDADE, desta vez com o apoio da Fundação CEFETMINAS e realização do CEFET-MF Leopoldina, deu forma a um trabalho de pesquisa que durou mais de 6 anos, distribuindo às escolas, bibliotecas e pontos de cultura de Leopoldina o CD contendo uma Revista Eletrônica. Pesquisa minuciosa e elaborado trabalho de formatação coordenado pela professora Renata Lima e Arantes, essa revista feita aos moldes das atuais tecnologias digitais, reune mais de 900 artigos, entre vídeos, documentos, músicas e fotografias. Uma verdadeira mini-biblioteca que irá interessar a todo estudante, pesquisador e cidadão consciente da importância do conhecimento e da preservação de artefatos que registrem a história de Leopoldina.

     Uma sociedade só sobrevive e evolui quando é consciente das suas raízes, cultiva suas tradições e tem conhecimento e respeito pela sua história. A ganância econômica traduzida pelo rápido desaparecimento ou transformação da paisagem urbana, que, em nome da modernidade vai substituindo a história por arranha-céus ou outros monstrengos pseudo-contemporâneos, deveria ser controlada por meios legais, estabelecidos e votados pela população. Evitar-se-ia assim que nas cidades, os chamados "centros históricos", fossem descaracterizando-se ao permitir construções que não respeitam o gabarito natural daqueles espaços, além de eliminar, à força de picaretas, construções centenárias. com sua aparência, aspectos construtivos, materiais utilizados, ornamentos e proporções típicas da época e das pessoas que as erigiram.
   
R. Barão de Cotegipe, ontem e hoje /  Leopoldina-MG
      Preservar não é sinônimo de saudosismo, misoneísmo ou imobilidade. É manutenção, conservação. Não é, enfim, aversão ao novo ou ao progresso. Ao contrário: a paisagem urbana fica enriquecida quando os sítios históricos, conservados, criam "ilhas" dentro da natural expansão da cidade. Valorizar a recuperação de antigas construções, adaptá-las, em seu interno, às necessidades e recursos contemporâneos preservando, porém, as características externas (fachadas, por exemplo), é mais do que um ato de bom senso, é uma demonstração de inteligência e cultura. Lucram o proprietário do imóvel e toda a comunidade que, ao explorar o turismo dos seus sítios históricos, estão estabelecendo novas formas de economia criativa. Não se vive no passado, mas pode-se viver do passado.
     Exemplos como os 2 acima citados trouxeram à população leopoldinense mais uma oportunidade de pensarem a sua cidade. São exemplos de involvimento e abnegação, de esforço e doação, de sabedoria e método. Merecem ser destacados (sem desmerecer tantos outros feitos em favor do patrimônio e memória local) e imitados, reproduzidos, ter continuidade, pois são a comprovação de que o novo, o moderno, a tecnologia estão a serviço da História, ou seja, da valorização da comunidade como um todo e de cada cidadão.