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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Inicia hoje, em todo o Brasil, a 10ª Primavera dos Museus



De 19 a 25 de setembro, acontece a 10ª Primavera dos Museus, temporada cultural promovida pelos museus brasileiros em parceria com o Ibram. Nessa edição, 753 museus de todo o país oferecem ao público mais de 2.000 atividades especiais, como visitas mediadas, palestras, oficinas, exibição de filmes e muito mais!

Pelo 3º ano consecutivo a Casa de Leitura Lya Botelho participa desse importante evento cultural de âmbito nacional e, desta vez, com a exposição POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS - O SÉCULO DAS GRANDES NAVEGAÇÕES que, em suas 6 primeiras semanas foi vista por mais de 4.500 visitantes.

A exposição segue até o dia 20 de dezembro de 2016, graças ao patrocínio da ENERGISA e ao apoio institucional da FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho, da Secretaria de Educação do Município e da SRE-Superintendência Regional de Ensino de Leopoldina.

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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Rota da Seda: os caminhos de Marco Polo





Num espaço reservado dentro da exposição POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS - O SÉCULO DAS GRANDES NAVEGAÇÕES que a Casa de Leitura Lya Botelho, em Leopoldina-MG, apresenta de 8 de agosto a 20 de dezembro de 2016, o visitante poderá conhecer um pouco mais sobre o veneziano Marco Polo que, aproximadamente 200 anos antes de começarem as descobertas de rotas marítimas para o Oriente, também trilhou a famosa Rota da Seda, comerciante que era, em busca de "especiarias" de todos os tipos para satisfazer aos desejos e necessidades dos europeus.

Patrocínio: ENERGISA

Apoio: FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho

Apoio Institucional: Secretaria de Educação de Leopoldina e SRE-Superintedência Regional de Ensino de Leopoldina



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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Visitantes do mês de Agosto-2016


Dia 31 costuma ser a ocasião em que se faz uma avaliação das atividades ocorridas durante o mês e, no caso deste finzinho de Agosto só podemos agradecer, e muito, a receptividade que nossa exposição POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS - O SÉCULO DAS GRANDES NAVEGAÇÕES, teve entre os nossos munícipes e as escolas da nossa cidade e região.

Foram mais de 3.300 pessoas, entre alunos e visitantes espontâneos, que passaram pela Casa de Leitura Lya Botelho em apenas 19 dias de funcionamento da mesma, desde a abertura da exposição no dia 8 de agosto. É sem dúvida alguma uma expressiva demonstração da importância de uma ação como essa no seio da comunidade, lembrando que esse número de visitantes corresponde 6,5% da população de Leopoldina. E isso apenas nas primeiras 3 semanas de funcionamento da exposição!

É, então, o momento de novamente agradecermos a todos que a tornaram possível: a empresa ENERGISA, nossa Patrocinadora Oficial, cujos recursos viabilizam a existência de um espaço da importância da Casa de Leitura Lya Botelho e suas muitas ações em prol da Cultura; à FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho, na pessoa da sua presidente, Sra. Mônica Pérez Botelho, que nos oferece o necessário apoio logístico; a todos os fornecedores e colaboradores que empenharam o melhor de seus talentos, habilidades e boa vontade a fim de que idéias e projetos tornassem realidade. realidade; a Secretaria de Educação de Leopoldina e a SRE-Superintendência Regional de Ensino de Leopoldina pelo impecável serviço na divulgação da exposição entre as escolas das redes públicas e privadas da região e viabilizando o necessário transporte para as escolas mais distantes do nosso município.

Um agradecimento mais que devido, e muito especial, é o que desejamos fazer a todos e todas Professores/as, Diretores/as, Coordenadores/as e Supervisores/as que atenderam ao nosso convite e têm trazido seus alunos (e continuam agendando visitas para novas turmas e novas escolas) para conhecerem a exposição. O que a Casa de Leitura Lya Botelho mais deseja é que esses laços se estreitem cada vez mais e que esses sérios e dedicados profissionais da Educação aqui encontrem um ambiente estimulante onde possam desenvolver temas pertinentes às aulas por eles ministradas. Uma exposição se completa quando o/a Professor/a a utiliza e explora em benefício dos seus alunos, acrescentando a ela o seu conhecimento.

Nosso muito obrigado para todos vocês que nos acompanham em nossa página do Facebook, curtindo, contribuindo com suas opiniões, energia e estímulo para que possamos, cada vez mais e melhor, "acertar" naquilo que nossa população mais deseja e/ou necessita. A Casa de Leitura Lya Botelho é um espaço multi-cultural especialmente voltado à contribuir com a Escola na formação de novos e mais capacitados Cidadãos.

Obs.: Ainda que o vídeo aqui postado mostre apenas alguns dos muitos visitantes deste mês, gostaríamos que todos que aqui estiveram se sentissem representados. Voltem sempre!


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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Sugestão para sábado: um passeio cultural no centro de Leopoldina-MG


O final de semana está chegando e você também pode aproveitar o sábado pela manhã para visitar a exposição POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS - O SÉCULO DAS GRANDES NAVEGAÇÕES aqui na Casa de Leitura Lya Botelho (R. José Peres, 4, ao lado da Praça Félix Martins, em Leopoldina-MG).

Essa é uma exposição que busca traduzir um pouco das glórias e sacrifícios dos navegantes portugueses e italianos que entre os séculos XV e XVI enfrentaram perigos e o desconhecido, aventurando-se por mares e oceanos ainda não explorados na busca do estabelecimento de importantes rotas comerciais entre o Ocidente e o Oriente.

A exposição, patrocinada pela ENERGISA e com o apoio da FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho, também reserva uma sala para contar um pouco sobre a Rota da Seda e um dos seus mais importantes exploradores: Marco Polo.

A Casa de Leitura Lya Botelho recomenda que você também aproveite para visitar o Centro Cultural Mauro de Almeida, no prédio do antigo Fórum de Leopoldina. Nesse local você poderá apreciar e conhecer mais da nossa cidade, visitando o Memorial do Esporte Leopoldinense e o Memorial da Formação de Leopoldina. Ambos espaços são muito atraentes e contém um grande número de informações e curiosidades sobre esta que já foi considerada a "Atenas da Zona da Mata".

Também no Centro Cultural Mauro de Almeida, você poderá apreciar a exposição do artista tebano Elias Fajardo que, com técnica mista, elabora telas de grande beleza com paisagens da nossa cidade, seus distritos e região.

Aproveite, então, o sábado para visitar esses espaços culturais tão importantes, adquirir mais conhecimento, o que irá lhe permitir uma maior reflexão sobre a História e o valor do Patrimônio Material e Imaterial, e, naturalmente, "caçar Pokémon" utilizando o Wi-Fi livre instalado na bela e renovada Praça Félix Martins.

Bom fim de semana!

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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

"A Rota da Seda": Marco Polo na exposição POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS



Há mais de 2.000 anos nômades, viajantes, comerciantes iniciaram um intercâmbio econômico e cultural entre o Ocidente e o Oriente e um dos mais famosos ícones desse movimento é o veneziano Marco Polo. Por mais de 2 décadas viveu na corte de Kublai Khan, o neto do temido Gengis Khan, mongol cujo império abrangia praticamente toda a Asia, tendo de lá voltado rico, tanto de bens preciosos como de histórias. 

Seu livro, "O Livro das Maravilhas", tido como pura ficção, provou-se, com o tempo, ser um relato muito menos fantasioso do que anteriormente pensava-se, mas um registro bastante preciso de etnias, idiomas, limites geográficos, saberes e produtos dos lugares por Marco Polo visitados enquanto embaixador da corte do Khan.

Esse comerciante-explorador-cronista italiano tem um espaço próprio no ambiente da exposição "POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS - O SÉCULO DAS NAVEGAÇÕES", que continua até 20 de dezembro na Casa de Leitura Lya Botelho, em Leopoldina-MG.

Serviço:

Horários da exposição: de segunda a sexta-feira, das 8:00 às 11:30h e das 13:00 às 17:00h e aos sábados, das 8:00 às 11:30 horas (exceto feriados e domingos). Entrada gratuita.

Endereço: R. José Peres, 5 (Centro) – Leopoldina-MG

Escolas e demais instituições: favor agendar antecipadamente através do e-mail  casadeleitura@gmail.com

Patrocínio: ENERGISA 

Apoio: FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho, Secretaria Municipal de Educação de Leopoldina, SRE-Superintendência Regional de Ensino de Leopoldina, Sandra Fuganti Interiores, Clysia Garcia Cid.

Realização: Casa de Leitura Lya Maria Muller Botelho

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

"Por mares nunca dantes navegados"; uma exposição sobre a busca de novos caminhos de interação entre os povos


“Por mares nunca dantes navegados” é uma das expressões criadas pelo magistral poeta português, Luis de Camões, em seu épico “Os Lusíadas”, que narra e enaltece os feitos dos navegadores portugueses. Esse é, também, o nome da exposição que hoje, segunda-feira 8 de agosto, a Casa de Leitura Lya Botelho passa a apresentar.

Com o intuito de apresentar aos alunos das redes públicas e particulares do nosso município e região, bem como a todos os que a visitarem, essa exposição ilustra, de forma bastante lúdica, 6 personagens, entre portugueses e italianos, responsáveis pelo que passou a se chamar de “O Século das Grandes Navegações”, aquele período da história, entre os séculos XV e XVI, e que marca a passagem da época medieval para a Idade Moderna.

Uma exposição temática, como essa, num espaço que não é um museu, mas um espaço destinado à exposições, é uma ilustração legendada, cuja finalidade é despertar no observador-visitante, o interesse pelo assunto e o desejo de, através de suas pesquisas, aprofundar-se mais no tema. Em hipótese alguma é um “recorte” completo, definitivo, mas um esboço do muito que se pode obter sobre aquele determinado assunto.

Neste sétimo ano de existência da Casa de Leitura Lya Botelho, completados na data de ontem, 7 de agosto, a FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho têm o prazer de retribuir ao público que frequenta esse seu espaço em Leopoldina, com mais um evento de caráter educativo e cultural que visa contar um pouco da força do espírito humano e da nossa necessidade de expandirmos nossos horizontes, criarmos intercâmbios com outras terras, raças, tradições e saberes e, nesse processo nos reconhecermos parte integrante da Humanidade.

Inteiramente patrocinada pela ENERGISA, a exposição “Por mares nunca dantes navegados – o século das Grandes Navegações” foi inteiramente realizada com mão de obra local e com produtos e serviços adquiridos dentro da nossa cidade no intuito de valorizar talentos e habilidades locais além de promover o desenvolvimento de uma economia criativa no nosso município.

Convidamos a todos que venham visitar a exposição que a Casa de Leitura Lya Botelho passa a apresentar e que prestigiem, também, todos os demais espaços culturais da nossa cidade.

Serviço:

Horários da exposição: de segunda a sexta-feira, das 8:00 às 11:30h e das 13:00 às 17:00h e aos sábados, das 8:00 às 11:30h (exceto feriados). Entrada gratuita.

Endereço: R. José Peres, 5 (Centro) – Leopoldina-MG


Escolas e demais instituições: favor agendar antecipadamente através do e-mail  casadeleitura@gmail.com

domingo, 14 de agosto de 2016

Exposição "Por mares nunca dantes navegados": agradecimentos


Estamos no 5º dia desde a abertura da exposição "Por mares nunca dantes navegados - o século das Grandes Navegações" e já contabilizamos mais de 800 visitantes! A Casa de Leitura Lya Maria Muller Botelho não só fica muito feliz com a receptividade dessa nossa nova produção, mas deseja, também, compartilhar os méritos da mesma com todos aqueles que colaboraram, de uma forma ou outra, para que ela saísse do papel.

Segue, então, uma lista dos nossos principais amigos-fornecedores, pessoas que não apenas colaboraram na "construção" desta exposição, mas empenharam ao máximo seus esforços e talentos para que ela alcançasse o nível de qualidade pretendido:

Marcenaria: Marcenaria Detalhes (Yonekichi Carolina Itida e Licinio Fernandes)
Arte-finalização, plotagens e adesivagens: PR Comunicação Visual (Priscila Rubens Ruback)
Pintura: Marcelo Gonçalves de Souza
Elétrica: Carlos Wendel
Aplicação de papel: Randall Resende
Figurino: D. Josélia
Manequins: Zuia Machado
Saris indianos: Clysia Garcia Cid
Réplica de canhão em técnica mista: Luciano Baía Meneghite
Objetos orientais: Sandra Fuganti
Ferragens antigas: Marcia Vaz Barbosa
Confecção de réplicas e acabamentos: Alice Helena e Angélica
Apoio: José Carlos e Evaldo

Estendemos nossos agradecimentos às equipes dos profissionais mencionados e aos profissionais da imprensa, pela divulgação graciosamente oferecida: Lucilia PaixãoLuiz Otavio Meneghite Meneghite,Julio Cesar CabralMarcos PaixãoArnaldo Spindola e José Augusto Cabral.
Nosso muito obrigado à Secretaria Municipal de Educação, à Superintendência Regional de Ensino de Leopoldina, à Secretaria de Cultura, Esportes Lazer e Turismo do Município, às Diretoras, Coordenadoras, Supervisoras e Professoras/es das redes municipal, estadual e particular de Leopoldina e região, e a todos os amigos que nos apoiam e divulgam através dos seus espaços e recursos midiáticos.
À ENERGISA, cujo patrocínio torna possível a realização de todas as nossas ações, e à FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho, na pessoa da sua presidente, Sra. Mônica Pérez Botelho, os nossos mais profundos e sinceros agradecimentos.
Serviço:
O horário de funcionamento:

De segunda a sexta-feira, das 8:00 às 11:30h e das 13:00 às 17:00h
Aos sábados, das 8:00 às 11:30h
Não funcionamos aos Domingos e Feriados
Endereço: Rua José Peres, 4 (ao lado da Praça Félix Martins), em Leopoldina-MG

quinta-feira, 30 de abril de 2015

2.986 visitantes no mês de Abril na Exposição OS FILHOS DA TERRA !


A exposição OS FILHOS DA TERRA, iniciada no último dia 6 de abril, termina o mês com um verdadeiro recorde de público: 2.986 visitantes!

Considerando-se que no mês de Abril, devido aos seus feriados, e à data de início da exposição (dia 6) a Casa de Leitura esteve funcionando por 18 dias, a nossa média diária foi de 166 visitantes. Devemos esse sucesso a todos que, uma vez mais, prestigiaram a Casa de Leitura Lya Botelho com sua presença e a confiança em mais este produto cultural ora oferecido ao público em geral.

Diretoras, Coordenadoras, Supervisoras e Professoras das redes pública e particular do nosso Município merecem todo o nosso reconhecimento e agradecimento pois são elas que atestam junto aos seus educandos a importância das assim chamadas "aulas de campo" e da expansão do seu conhecimento e do seu repertório imagético nas visitas que com eles promovem à exposição em questão e às demais que já produzimos.


A Casa de Leitura Lya Botelho e a FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho sentem-se honradas com a divulgação dada pelos diferentes órgãos de imprensa que assim também cumprem o seu papel comunitário na divulgação da informação de cunho cultural e educativo.

A todos que direta e indiretamente colaboraram para com a repercussão obtida por mais este evento educacional, o nosso mais sincero muito obrigado!

Patrocínio: ENERGISA
Apoio: Secretaria de Educação de Leopoldina, SRE-Superintendência Regional de Ensino de Leopoldina e FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho



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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Casa de Leitura Lya Botelho recebeu 840 visitantes na 1ª semana da exposição OS FILHOS DA TERRA


Aberta na segunda-feira 6 de abril de 2015, e com previsão de encerrar no próximo 27 de junho, a exposição "OS FILHOS DA TERRA", que conta com o patrocínio da ENERGISA e o apoio cultural da FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho, da Secretaria de Educação de Leopoldina e da SRE-Superintendência Regional de Ensino de Leopoldina, recebeu em sua primeira semana 840 visitantes.


Agradecemos a todos que aqui compareceram , em especial, às escolas E.M. Botelho Reis, E.M. Ribeiro Junqueira, Instituto Metodista Arca de Noé, Centro Educacional Conhecer, E.M. Judith Lintz, E.M. Cirene Gomes Valentim, E. E. Omar Resende Peres e a E.E. Marco Aurélio Monteiro de Barros, nas pessoas das suas Diretoras, Supervisoras, Coordenadoras e Professoras/es, por terem atendido ao nosso convite e trazido algumas das suas turmas de alunos para visitarem a exposição.



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domingo, 5 de abril de 2015

OS FILHOS DA TERRA: um olhar sobre o indígena brasileiro


Começa nesta segunda-feira, 6 de abril, na Casa de Leitura Lya Botelho, em Leopoldina-MG, mais uma exposição dedicada à história e à questão étnica, OS FILHOS DA TERRA.
A presença indígena que tanto deve ter impressionado os primeiros europeus a pisarem estas terras parece estar se diluindo, mais e mais, como assunto de aulas, cursos, debates, pesquisas e mesmo no contato e imaginário da população. Especialmente aqui, na Zona da Mata mineira, pouco ou nenhum contato os mais jovens têm com populações indígenas. Muitos nem mesmo sabem serem, ou não, aparentados, descendentes desses grupos.

A ausência, na proximidade, de reservas indígenas, sítios arqueológicos abertos à visitação, museus e até mesmo material didático e/ou capacitação de professores visando o ensino e o estudo mais sistemático e imersivo sobre esses primeiros habitantes do que hoje conhecemos como nação brasileira, levaram a FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho, através da Casa de Leitura Lya Botelho, a eleger o índio brasileiro como tema da primeira exposição do ano.

Com recursos da ENERGISA e o apoio cultural da Secretaria de Educação de Leopoldina e da SRE-Superintendência Regional de Ensino de Leopoldina, viabilizou-se uma exposição que pretende dar ao visitante uma visão geral sobre a Cultura, além de despertar um interesse maior para os demais aspectos antropológicos e sociológicos que a questão do índio motiva.

Como toda e qualquer exposição, esta também possui os seus condicionantes, que vão dos limites físicos do espaço de exibição, do público alvo, do tempo de duração e, até mesmo, o fato dela em momento algum pretender ser definitiva. Como todas as múltiplas etnias que povoam e povoaram o planeta, a indígena tem uma história própria que, no nosso caso, abrange muitos séculos mais do que os 500 e poucos anos desde a descoberta cabralina. Esses grupos, que se espalhavam por todo o continente, possuiam idiomas, conhecimentos, recursos próprios e viviam em diferentes estágios evolutivos. Meio milênio depois de contato com o branco, diversos grupos desapareceram, tradições, conhecimentos e rituais foram esquecidos seja pelo extermínio desses povos, seja pela sua integração e consequente dissolução no que ousamos chamar "civilização".

A Casa de Leitura Lya Botelho, que desde a sua criação há 6 anos busca criar formas facilitadoras de acesso à Cultura através de mostras, exposições, biblioteca infanto juvenil, exibições de vídeos e filmes, apresentação de shows musicais e espetáculos teatrais, lançamento de livros, espera que, com a exposição OS FILHOS DA TERRA jovens e adultos do nosso município e região despertem sua atenção e reflexão sobre a questão indígena brasileira, ampliando seu conhecimento a respeito através do contato com diferentes conteúdos pertinentes.

A exposição permanece aberta até 27 de junho e está inscrita na 13ª Semana dos Museus promovida pelo IBRAM-Instituto Brasileiro de Museus (18 a 24 de maio, com o tema "Museus para uma sociedade sustentável"), no horário normal de funcionamento da Casa de Leitura Lya Botelho.

Serviço:

Casa de Leitura Lya Botelho
R. José Peres, 4 (centro) Leopoldina-MG
E-mail: casadeleitura@gmail.com
Tel.: (32) 3441-2090

Patrocínio:  ENERGISA


Casa_De_Leitura_Lya_Botelho's  album on Photobucket




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sexta-feira, 27 de março de 2015

OS FILHOS DA TERRA: "making of" de uma exposição

Painéis criados por Sabrina Ferreira / PR Comunicação Visual
Acredito que um bom número das pessoas que costumam visitar exposições, sejam elas quais forem, têm alguma curiosidade em saber como é que se "constrói" uma mostra. Como se escolhe o tema, o que motiva essa escolha, como se decide o estilo da apresentação, qual o esquema cromático da mesma, onde se buscam o acervo que a compõe, quem cria o cenário e seus equipamentos, quem cuida da iluminação, quem decide o que será exibido, enfim, uma série de perguntas, dúvidas ou curiosidades que temos quando visitamos um museu, uma galeria, um centro cultural, uma mostra pública, temática, etc


Pesquisa iconográfica
É natural que, com os eventos, especialmente os de mostras e exposições realizadas aqui na Casa de Leitura Lya Botelho não seria diferente e recebemos, através das mídias sociais e de e-mails, perguntas a respeito.
Como nos demais espaços culturais existentes, temos uma linha que nos norteia, um público alvo e um orçamento e, posso garantir, isso é o básico em toda e qualquer instituição, pública ou privada que se propõe a produzir e exibir algo.



Então, vamos lá:
  • ainda que estejamos sempre muito abertos para organizar mostras sobre os mais diversos assuntos ou personagens, buscamos priorizar os temas que tenham, de alguma forma, uma ligação com a nossa cidade ou região. Personalidades locais, eventos marcantes da comunidade, patrimônio cultural material ou imaterial pertencente ao nosso município, nossas origens, usos e costumes, são temas sempre muito apreciados e que ocupam um lugar bastante especial em nossos interesses quando temos de decidir.
  • desejamos que a Casa de Leitura Lya Botelho seja sempre vista como um local pluricultural e que atende a diversos interesses da população. Porém, todos aqueles que estudam, sejam os muito jovens que se iniciam nos primeiros contatos com a escola, os adolescentes, aqueles que que atendem a cursos profissionalizantes, os universitários ou os adultos que inteligentemente decidiram recuperar o tempo e se dedicam voluntariamente ao aprendizado, esse é um público pelo qual temos enorme carinho e para o qual dedicamos o melhor dos nossos esforços.
  • A Casa de Leitura Lya Botelho pertence à Fundação Ormeo Junqueira Botelho e é patrocinada pela ENERGISA. Portanto, graças aos recursos providenciados por essa empresa, cujas raízes nos trazem à memória personalidades ímpares da nossa história, é que podemos programar e realizar exposições além de todas as demais ações que fazem parte do nosso calendário anual de atividades.

Isto posto, cabe aquela pergunta: "e como é que se escolhe o tema e decide-se o que e como mostrar?"

Parte do material básico de consulta
Pois é, esse é um dos aspectos mais interessantes porque reside aí, na escolha do tema, a possibilidade de sucesso do evento. Acertar no que a maior parte da população gostaria de ver, conseguir transformar isso num "objeto" que caiba em nossa Sala de Exposição, pesquisar muito, escolher entre milhares de fotos e textos, identificar o que deve e pode ser destacado, o que é mais significativo dentro do conjunto de possibilidades de uso de material, essa é o que chamamos de "a Grande Arte".

Tenho muita sorte, como Coordenador da Casa de Leitura Lya Botelho e encarregado da produção das mostras, em ter como chefe Mônica Pérez Botelho, presidente da Fundação Ormeo Junqueira Botelho, uma interlocutora da maior qualidade. É com ela que discuto desde o tema, as primeiras idéias, até os menores detalhes. Ela me permite total liberdade de escolhas e sugestões e de resolver esteticamente a mostra dentro do meu conhecimento e gosto pessoal. Acredito que todos que trabalham nessa área específica gostariam de possuir exatamente isso: liberdade de criação mas sem também ficar isolado, à deriva, sem ninguém com quem dialogar. É nesse diálogo, nessa troca e na confiança que tenho em seu bom senso, conhecimento e experiência que busco opiniões e soluções, indicações, recomendações, apoio e conforto (sim, porque acontece de haver, às vezes, momentos difíceis, em que se tem de abrir mão de idéias consideradas geniais, de ser obrigado a reconhecer que algumas pretensões são pretensiosas demais, de impossibilidades técnicas construtivas e ter que trabalhar dentro da realidade espacial, temporal, de mão de obra, orçamentária possíveis) no longo processo entre a ideia original e o dia da abertura da exposição.

Aquisição de objetos: loja da FUNAI-RJ
O que e quanto se vai mostrar depende, evidentemente, do material possível de ser encontrado, coletado, emprestado ou adquirido. Se estivermos pensando em usar, por exemplo, o acervo de alguém falecido, precisamos verificar se o número de peças deixadas são representativas do ex-dono, em que condição estão e se existem em número suficiente para ocuparem o espaço e justificarem uma exibição. A Casa de Leitura Lya Botelho, por exemplo, tem uma Sala de Exposições com uma determinada medida e o que vamos mostrar tem que, necessariamente, caber no espaço e ainda sobrar lugar para circulação de visitantes. Pensem em 25 alunos, em média, mais uma ou duas professoras, dentro dessa sala. Temos que acomodar a todos e, inclusive, a exposição. Essa é uma condicionante importante. Dentro desse princípio sabemos que poderemos, um dia, exibir uma motocicleta, mas não caberá (nem passará pela porta) no recinto um, digamos, Ford Galaxy.

Daí vem a fase de pesquisa, de seleção e edição dos textos, imagens, objetos, mobiliário a ser utilizado e dos fornecedores que irão, na verdade, transformar idéias e projetos em realidade. Esse pessoal precisa ser mesmo muito bom, conhecedores do seu ofício, maleáveis com datas e horários de atendimento, receptivos a novas idéias e materiais de uso. Eles precisam muito mais que simplesmente executar um pedido: precisam entender a exposição, dissecá-la junto, em todos os seus detalhes, para então poderem realizar a "magica" da transformação. 

Se o fornecedor for do tipo que só sabe dizer que "isso não vai dar certo", "isso não vai ficar bom", "acho que você vai se arrepender quando estiver pronto", ele definitivamente não serve. Procure outro imediatamente. Falta-lhe ousadia, coragem e determinação, coisas que qualquer pessoa que trabalha criativamente e na área de produção de eventos necessita ter. 

Começa, então o tempo de execução, quando tudo está nas mãos dos fornecedores e a cada momento somos consultados para esclarecer algo, dizer como resolver determinado detalhe, responder a muitos "como é mesmo que você quer que fique?", e coisas mais técnicas e menos interessantes tais como problemas-surpresa com paredes que não estão estruturalmente alinhadas, portas e janelas demais no espaço que não podem ser eliminadas ou disfarçadas, tomadas e interruptores faltando ou, pior, colocadas exatamente onde não deveriam estar, e por aí vai.

Marcenaria: bases e suportes
Talvez, na minha experiência, os melhores momentos são aqueles em que o espaço começa a parecer transformado e você vê nascer a exposição. É quando o pintor lhe entrega o serviço e a cor escolhida permite exatamente o efeito pretendido. Quando chegam os móveis ou suportes, quando o pessoal da adesivagem recobre paredes e mais paredes com plotagens que parecem gigantescas se comparadas com as telas de computador onde você as criou. Quando começa o processo de colocar todo o material selecionado no seu devido lugar e de encontrar, então, outras e novas possibilidades de mostrá-lo, fugindo da timidez ou tirania dos primeiros croquis. É quando, depois de um dia de muito trabalho, quando o cansaço parece ser irreversível e você já está indo para casa descansar mas resolve voltar, só por mais um minuto, à Sala de Exposição, acende novamente as luzes e... está tudo lá! Do jeito que você sonhou, da maneira que imaginou, da forma que você montou, desmontou e tornou a  remontar, milhares e milhares de vezes em sua imaginação. 

É claro que a exposição, seja ela qual for, não é sua: é de todos e para todos. Portanto, a cada dia, em cada visitante, em cada aluno, professor, pais, avós, parentes, amigos, conhecidos e desconhecidos você busca identificar se acertou ou não. No olhar, na expressão corporal, no número de fotos e selfies feitas, no tempo gasto na Sala de Exposição, no silêncio ou nas perguntas que o público nos faz é que vamos colhendo os resultados e obtendo a medida do alcance e significado do nosso trabalho, do nosso empenho em contribuir para a valorização e pleno acesso ao Conhecimento. 

Daí, quando se dá conta, já está na hora de colocar aquela "outra" ideia no papel e começar a "namorá-la", discuti-la, rabiscando maneiras, estratégias e formatos para que ela, também, um dia possa existir. E quando a gente percebe, já não se pensa em outra coisa senão "a próxima"!




Agradecimentos Especiais a estes Fornecedores e Amigos que ajudam (e muito!) a construir sonhos:

Geraldo Pintor, Carlos Wender Eletricista, Maria Lucia Braga, Romulo Nascimento, Cristian Henrique, Elias Abrahim Neto, Renata Arantes, Grupo Assum Preto e a turma toda da PR Comunicação: Sabrina, Priscila, Carlinhos, Rodinelle, Saulo, Thiago e Rubinho.
Nosso reconhecimento aos nossos amigos da Mídia, os jornalistas, radialistas, blogueiros e divulgadores que, generosamente, promovem o evento, tornando-o conhecido do grande público e registrando, para o futuro, a sua existência.

Nossa imensa gratidão e reconhecimento à nossa patrocinadora, ENERGISA e ao Apoio recebido da FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho e da SRE-Superintendência Regional de Ensino Leopoldina e Secretaria de Educação de Leopoldina.


sexta-feira, 20 de março de 2015

"Os Filhos da Terra": um olhar sobre os que habitavam estas terras antes do seu descobrimento.


Os primeiros visitantes que aqui aportaram suas naus ficaram maravilhados com a luxuriante beleza da paisagem, com as riquezas prodigamente ofertadas pela Natureza e com a inocência dos habitantes.

A nudez dos “selvagens”, que assustava, atraía e escarnecia o falso moralismo do europeu medieval, era como o próprio “novo mundo”, a nova terra “descoberta”, a um tempo selvagem, rica em ofertas e possibilidades e isenta dos pecados e malícias de predadores. Diferentemente dos Maias e Incas, que habitavam outras porções da recém “descoberta” América, nossos índios ainda viviam de forma mais primitiva, sem o grau de conhecimento e cultura que dos seus primos andinos ou centro-americanos. Espalhados ao longo da costa, ligados por laços de consanguinidade ou de linguagem, os habitantes originais destas terras foram forçados a aceitar os seus “descobridores” e novas relações de cunho social, trabalhista, familiar e de dominação foram se formando e continuam a se desenvolver em mais de 500 anos de convivência.


Ao selecionarmos o Índio Brasileiro como tema de uma exposição, a Casa de Leitura Lya Botelho busca, através de diversos recursos e artifícios disponíveis, propiciar ao visitante um contato, ainda que majoritariamente imagético, com brasileiros que aqui estavam há gerações quando as naus dos navegantes portugueses adentraram as oceânicas águas do “Império das Palmeiras”. Esses “filhos da terra” devem e merecem ser melhor conhecidos & reconhecidos pela sua contribuição à nossa cultura, nossos costumes, formação racial, nossas crenças e nosso estilo de viver, também chamado de “jeitinho brasileiro”.


A Casa de Leitura Lya Botelho, com a exposição “OS FILHOS DA TERRA”, pretende oferecer aos professores um material iconográfico bastante variado que pudesse ser utilizado, a critério dos mesmos, como material complementar para os alunos melhor refletirem e se expressarem a respeito da questão do Índio no Brasil. Ao mesmo tempo, ao visitante interessado, esperamos que o espaço da mostra seja uma experiência de imersão, através de um conteúdo esteticamente exposto, num assunto que muitas vezes nos parece distante, estranho e tão somente exótico.

O Índio, como qualquer outro ser humano, é um assunto que não se pode pretender esgotar em 1 ou 1.000 exposições. O que podemos e devemos fazer é ir criando e agrupando recortes, verdadeiros mosaicos sobre tão amplo assunto, para que possamos a cada mostra, seminário, pesquisa, trabalho acadêmico publicado, visita a reservas, áreas de proteção e museu temático, estudo da legislação específica e demais ações, aumentarmos nosso conhecimento a fim de que possamos desenvolver uma reflexão mais aprimorada sobre o tema.

OS FILHOS DA TERRA” pode ser realizada graças ao apoio recebido da FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho e do patrocínio da ENERGISA, nossa mantenedora e, orgulhamo-nos em dizer, uma empresa que investe em Cultura nas suas mais diversas modalidades.


A exposição abre na segunda-feira 6 de abril, e seu horário de funcionamento é o mesmo da Casa de Leitura Lya Botelho: de segunda a sexta, das 8:00 às 11:30h e das 13:00 às 17:00h, e aos sábados das 8:00 às 11:30h. A entrada é franca e a censura é livre.


quarta-feira, 18 de março de 2015

A Casa de Leitura Lya Botelho apresenta, a partir de 6 de abril, a exposição "Os Filhos da Terra"

A Casa de Leitura Lya Botelho, dando sequência a um projeto de exposições, tem o prazer de comunicar que entre os dias 6 de abril e 27 de junho estará apresentando ao público em geral, e em especial aos estudantes de todos os níveis, a exposição “OS FILHOS DA TERRA”.



Buscando atender e nos integrar a um calendário escolar de eventos e datas comemorativas, no primeiro semestre de 2015 estaremos focando o índio brasileiro, cuja data oficial (Dia do Índio) é 19 de abril. Essa exposição, que não pretende ser definitiva, pretende estimular no visitante um aprofundamento maior a posteriori, através de pesquisas, leituras, questionamentos, grupos de discussão, etc. que lhe permita refletir sobre a questão do índio e sua contribuição na formação da sociedade brasileira.


Do olhar que o estrangeiro que nestas terras aportou a partir do seu descobrimento oficial até os elementos mais icônicos dos diversos aspectos constitutivos da sua cultura, passando pela sua presença na literatura, ópera, teatro, cinema e demais artes através da representação muitas vezes estereotipada, a exposição foi montada para ser uma amostragem de tudo isso, sem propor respostas, mas sim, reflexões.


A mostra permanecerá aberta de segunda a sexta-feira, das 8:00 às 11:30h e das 13:00 às 17:00h, e aos sábados das 8:00 às 11:30h.

Escolas e grupos de interessados que desejarem visitá-la deverão agendar previamente através do e-mail: casadeleitura@gmail.com , fornecendo os seguintes dados:

·       - Dia e hora pretendidos (os agendamentos serão realizados por ordem de recebimento)
·        -Número de alunos (média de idade e série que estão cursando)
·       - Nome e telefone da Escola e do/a Professor/a que irá acompanhar o grupo
·        -Nome e telefone do Responsável pela Solicitação de Agendamento


Lembramos que o número máximo de visitantes permitido dentro do espaço da mostra é de 20 pessoas e que, portanto, turmas com um número maior de alunos deverão ser divididas em grupos que atendam a essa solicitação. O tempo máximo, por grupo, dentro do recinto da exposição é de 30 minutos.

Esta exposição se fez possível pelo Patrocínio da ENERGISA e do apoio da FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho, a quem muito agradecemos.

Colocamo-nos à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas e desde já agradecemos sua atenção.


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

São Sebastião, padroeiro de Leopoldina


     Hoje é dia de S. Sebastião, santo padroeiro de Leopoldina. No sincretismo religioso estabelecido em nosso país, sua figura confunde-se com Oxóssi, entidade dos cultos africanos, talvez pela presença comum de flechas, na representação pictórica de ambos. Feriado municipal, céu impecavelmente azul, o calor na marca dos 30 e tantos graus, e um clima ainda meio de férias, de começo de ano.

     O povoado surgido às margens de um córrego apelidado de "Feijão Crú", provavelmente devido a um incidente acontecido com o cozinheiro de uma das tropas que por aqui passavam, acabou por desenvolver-se no entorno de uma capela erigida em honra a São Sebastião, escolhido pelas primeiras famílias cristãs que por aqui se instalaram e a cuja figura atribuíam proteção contra a fome, a peste e as guerras. Desmembrado de Mar de Espanha e elevado à categoria de vila, em 27 de abril de 1854, com a denominação de São Sebastião do Feijão Cru, instalou-se como município aos 20 de janeiro de 1855, dia dedicado, no calendário católico, a S. Sebastião.

     Quem foi São Sebastião?


     Sebastião era de Narbona, terra de sua mãe, ou de Milão segundo outros que acreditam ele ter nascido na mesma cidade que seu pai. Tendo sido educado em Milão e filho de uma família de nobres e militares, viveu quase toda a sua vida adulta em Roma chegando mesmo a ocupar o cargo de Capitão da guarda pretoriana, sendo muito respeitado por todos e estimado pelo Imperador Diocleciano que desconhecia o fato dele ser cristão, apesar de exercer seu apostolado entre seus companheiros.Também visitava e confortava os cristãos presos por causa de Cristo.

   
      Evidentemente esta situação não poderia durar muito, e acabou sendo denunciado ao imperador que exigiu que ele optasse entre ser seu soldado ou seguir a Jesus Cristo. Sebastião escolheu a Cristo, o que enfureceu sobremaneira ao Imperador que o condenou à morte. Os soldados de Diocleciano prontamente executaram sua ordem, amarrando Sebastião a uma árvore e crivando-o com setas. Acreditando-o morto e a sentença imperial plenamente executada, retiraram-se, mas seus amigos, ao aproximarem-se de seu corpo para sepultá-lo, perceberam que ele ainda estava vivo. Levado à casa de uma cristã de nome Irene, lá restabeleceu-se.

     Apesar de seus amigos o aconselharem a se ausentar de Roma, Sebastião se negou completamente, pois seu coração ardoroso do amor de Cristo impedia que ele não continuasse anunciando a seu Senhor. Corajosamente apresentou-se perante o Imperador, desconcertado porque o dava por morto, e o repreendeu com veemência pela sua sanguinolenta caça aos cristãos. Diocleciano, enfurecido, fez com que desta vez não houvessem erros e mandou que Sebastião fosse açoitado até a morte e seus despojos jogados num local lamacento, insalubre e ermo de Roma . Seus companheiros cristãos o recolheram e Lucinda, uma outra romana a quem o santo havia aparecido em sonho solicitando que o sepultassem nas catacumbas, cuidou de que o enterrassem na Via Apia, ao lado dos apóstolos.


     O culto a São Sebastião é muito antigo; é invocado contra a peste, a fome, a guerra e contra os inimigos da religião. Muito venerado pelos nossos colonizadores, os portugueses sempre tiveram por ele grande devoção. Devoção essa que foi reforçada pelo fato do rei D. Sebastião, cujo nascimento evitou a união entre as coroas portuguesa e espanhola, ter nascido no dia 20 de janeiro, dia em que S. Sebastião é celebrado.


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

"Francisco: Raízes & Brasil", talento leopoldinense no fim de ano da Casa de Leitura Lya Botelho

Mara Max e Antônio Jorge Magalhães em "FRANCISCO: RAÍZES & BRASIL", espetáculo escrito, produzido e dirigido com muito talento e sensibilidade pelos próprios artistas e apresentado na Casa de Leitura Lya Botelho no domingo 21 de dezembro de 2014.

Este show encerra o calendário de eventos de 2014 do SABER COM SABOR promovido pela OSCIP FelizCidade, e também encerra o projeto CHICO PARA TODOS do CEM-Conservatório Estadual de Música Lia Salgado, de Leopoldina, em comemoração aos 70 anos do compositor Chico Buarque de Hollanda.



Parte 1



Parte 2



Parte 3

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Chico Buarque no encerramento das atividades de 2014 da Casa de Leitura

O encerramento oficial das atividades da Casa de Leitura Lya Botelho aconteceu no domingo, dia 21 de dezembro, com um verdadeiro espetáculo de música proporcionado pelos artistas Mara Max e Antônio Jorge Gonçalves Magalhães.

Com um roteiro primoroso criado por Mara, que também cuidou da narração, sempre muito poética, a vida e a obra do compositor Chico Buarque de Hollanda foi o motivo para que quase uma centena de amigos e amantes da boa música se fizessem presentes ao último evento do ano da programação do SABER COM SABOR, desta feita, na Casa de Leitura

A seleção musical, dentro da vasta obra do Chico, foi a mais cuidadosa possível, buscando mostrar o homem, o artista, o cidadão em pleno exercício da reflexão política, o compositor censurado pelos ditames da ditadura, o amante, o compositor de música para teatro e cinema, o escritor.



FRANCISCO: RAÍZES & BRASIL, título do espetáculo, também encerra as comemorações dos 70 anos do famoso compositor e que foi tema de uma série de eventos culturais organizados pelo Conservatório Estadual de Música Lia Salgado, de Leopoldina.

Antônio Jorge Gonçalves Magalhães, autor dos arranjos, emprestou seu grande talento para, com voz de afinação impecável e um violão executado com virtuosismo, dar vida às letras de versos contundentes em sua poesia e humanidade escritos, durante décadas, por Chico Buarque.

Mara Max, por sua vez, trouxe a sonora delicadeza da flauta para o diálogo musical com seu parceiro no palco e iluminou a noite com sua fluída e segura narrativa do percurso do homem e do artista Chico Buarque, contextualizando-o dentro da Música Popular Brasileira e como um cidadão consciente do seu tempo e das suas possibilidades de contribuição, como artista, para uma maior reflexão da condição do brasileiro.

Foi uma noite memorável onde o público atendeu a solicitação dos artistas e contribuiu generosamente para com o Natal dos moradores do Asilo Santo Antonio, de Leopoldina.


A Casa de Leitura Lya Botelho agradece a todos os que puderam se fazer presentes e, em especial, aos artistas pelo excelente, impecável e memorável espetáculo apresentado.
Agradecemos, também, à nossa patrocinadora, ENERGISA, por viabilizar mais este evento que tanto contribuiu para com o sempre crescente nível dos eventos culturais à disposição do público leopoldinense.
À FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho, o nosso muito obrigado por nos apoiar em todos os aspectos na nossa missão de colaborar com a Cultura e a Educação leopoldinenses, sempre valorizando sua história e seus cidadãos.