De 19 a 25 de setembro, acontece a 10ª Primavera dos Museus, temporada cultural promovida pelos museus brasileiros em parceria com o Ibram. Nessa edição, 753 museus de todo o país oferecem ao público mais de 2.000 atividades especiais, como visitas mediadas, palestras, oficinas, exibição de filmes e muito mais!
Pelo 3º ano consecutivo a Casa de Leitura Lya Botelho participa desse importante evento cultural de âmbito nacional e, desta vez, com a exposição POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS - O SÉCULO DAS GRANDES NAVEGAÇÕES que, em suas 6 primeiras semanas foi vista por mais de 4.500 visitantes.
A exposição segue até o dia 20 de dezembro de 2016, graças ao patrocínio da ENERGISA e ao apoio institucional da FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho, da Secretaria de Educação do Município e da SRE-Superintendência Regional de Ensino de Leopoldina.
Neste sábado, 10 de setembro, estamos reiterando nosso convite para que todos venham conhecer a exposição POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS - O SÉCULO DAS GRANDES NAVEGAÇÕES aqui na Casa de Leitura Lya Botelho, em Leopoldina-MG, patrocinada pela ENERGISA e com o Apoio Institucional da FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho, Secretaria de Educação de Leopoldina e SRE-Superintendência Regional de Ensino de Leopoldina.
O roteiro sugerido da visitação se inicia pelo hall de entrada da Casa de Leitura que busca ambientar o visitante ao clima sombrio do interior das caravelas. Essas embarcações que começavam a ser construídas e que tinham a capacidade de transportar até 120 homens em seus 20 metros de comprimento, eram inteiramente feitas em madeira, com os recursos técnicos disponíveis na época. Muitas não resistiam às longas viagens, ao movimento dos oceanos, aos parcos conhecimentos de navegação e, até mesmo, de construção náutica.
A, assim chamada, Escola de Sagres, reunia artesãos, construtores, cientistas, experientes capitães de embarcações marítimas e cartógrafos, todos em busca da melhor forma de construção desses barcos movidos a vento, da invenção de novos aparelhos de orientação e medição e do preparo "acadêmico" dos seus futuros responsáveis pelas viagens, para que as navegações fossem mais seguras e proveitosas. Afinal, além das vidas dos marinheiros, havia também a questão das cargas, uma das principais preocupações com a segurança das caravelas.
Na busca de caminhos mais seguros que os terrestres para comercializar com o oriente, esses marinheiros, pilotos e capitães designados por reis e banqueiros, lançavam-se aos desconhecidos oceanos, que ainda eram conhecidos como "mar tenebroso" para a aventura de uma vida inteira. Sabiam que grandes eram as chances de nunca mais retornarem, de morrerem afogados ou pelas mãos de povos bárbaros, estranhos, ainda desconhecidos. Ousaram enfrentar as "grandes águas", alguns em busca de liberdade, outros buscando a expiação de culpas e muitos pela possibilidade de ganhos materiais.
Mas, independente das verdadeiras intenções de cada um desses homens que arriscaram suas vidas no busca de caminhos para países distantes e exóticos, o grande mérito que todos compartilharam foi o de tornar o Mundo menor, reduzir as distâncias, criar o intercâmbio de culturas, de informações e de produtos, permitir que novas terras, novos continentes fossem encontrados, que a ciência progredisse e, especialmente a Europa, saísse das trevas da Idade Média e adentrasse, por via marítima, na Idade Moderna.
A exposição POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS - O SÉCULO DAS GRANDES NAVEGAÇÕES permanece aberta, até o dia 20 de dezembro, de segunda a sexta, das 8 às 11:30 horas e das 13 às 17:00 horas. Aos sábados, das 8 às 11:30 horas.
Num espaço reservado dentro da exposição POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS - O SÉCULO DAS GRANDES NAVEGAÇÕES que a Casa de Leitura Lya Botelho, em Leopoldina-MG, apresenta de 8 de agosto a 20 de dezembro de 2016, o visitante poderá conhecer um pouco mais sobre o veneziano Marco Polo que, aproximadamente 200 anos antes de começarem as descobertas de rotas marítimas para o Oriente, também trilhou a famosa Rota da Seda, comerciante que era, em busca de "especiarias" de todos os tipos para satisfazer aos desejos e necessidades dos europeus.
Patrocínio: ENERGISA
Apoio: FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho
Apoio Institucional: Secretaria de Educação de Leopoldina e SRE-Superintedência Regional de Ensino de Leopoldina
As manhãs de sábado parecem ideais para muitas famílias que podem sair para um passeio pela cidade, aproveitarem a nossa Praça Félix Martins com suas alamedas e espaços para a prática de exercícios de condicionamento físico e brinquedos infantis. Ir à praça voltou a ser uma atividade extremamente agradável, seja pelo visual recuperado da mesma, seja pelo wi-fi liberado ou mesmo para encontrar amigos ou curtir algum evento que lá se realize.
Sendo um dos mais importantes marcos de referência da cidade, a Praça Félix Martins também é o início de um "corredor cultural", um roteiro onde se localizam 3 dos mais importantes espaços culturais de Leopoldina: o Museu Espaço dos Anjos, o Centro Cultural Mauro de Almeida e a Casa de Leitura Lya Botelho.
Nesta postagem eu gostaria de propor que todos nós, residentes ou não nesta cidade, visitássemos esses locais. São espaços importantíssimos, especiais, que poucos municípios, além das Capitais e dos grandes centros, possuem e que podem ser visitados sem nenhum custo.
O conhecimento é o que nos faz livres, autônomos, capazes de recusarmos ser manipulados. É o conhecimento da história da nossa cidade, dos cidadãos ilustres que colaboraram na construção da mesma ou aqueles, mais humildes, com menos visibilidade, praticamente anônimos que a erigiram e ajudaram a torná-la o que ela é.
É inadmissível, longe das grandes metrópoles, ainda ouvirmos pessoas dizerem que não conhecem 1, 2 ou todos esses espaços por "falta de tempo". Ou mesmo queixarem que a cidade "não oferece cultura" se elas próprias não prestigiam os eventos culturais aqui criados ou apresentados. É o público o principal responsável pela existência de museus, exposições, feiras de artesanato, apresentações teatrais, shows musicais, bibliotecas, salas de cinema, festivais de toda a espécie, etc.
Conhecermos nossa cidade é nossa obrigação, não é favor algum que prestamos a ninguém, a não ser a nós mesmos. Sabermos o que existe, termos consciência da nossa história, geografia, genealogia, nossos recursos, nossas possibilidade e dos equipamentos que nos capacitam, é fundamental para que possamos nos tornar pessoas conscientes, interessantes, ativas, despertas, capazes de articular opiniões próprias, embasadas em nossa experiência pessoal e no aprendizado adquirido ao longo do tempo.
O Centro Cultural Mauro de Almeida, a Casa de Leitura Lya Botelho e o Museu Augusto dos Anjos acabaram formando um "Corredor Cultural" que atravessa o Centro de Leopoldina e possibilita tanto ao cidadão quanto ao visitante, a facilidade de conhecerem mais sobre a nossa história caminhando, numa única linha ou direção.Então, que tal começarmos visitando esses 3 espaços onde aspectos importantes da nossa cultura local e conhecimento geral estão expostos:
Construção típica dos edifícios públicos das primeiras décadas do século passado, o antigo Fórum municipal de Leopoldina abriga hoje a Secretaria de Cultura do Município, a Biblioteca Pública Municipal, os Memoriais da Cidade e do Esporte, além de uma ampla área de destinada a exposições temporárias.
Conseguir que esse edifício fosse destinado para a Cultura foi um exercício de determinação e paciência para diversos grupos, entre artistas, professores e alunos, desportistas, políticos, pessoas de algum modo ligadas à Cultura e à Educação. Sensibilizado, o Poder Público houve por bem transformar esse valioso espaço vizinho à Praça Félix Martins num Centro multi-Cultural, preparado para contribuir com diversas demandas e públicos.
O Centro Cultural Mauro de Almeida é um espaço que, até a presente data da redação deste texto, está parcialmente inaugurado, faltando o andar superior, com um excelente e bem montado auditório, salas de estudo, de reunião e uma organizada Gibiteca. Mas é no andar inferior que o visitante percebe a importância desse espaço dentro do cenário cultural de Leopoldina. Além da Biblioteca Pública Municipal, que abriga ampla coleção de livros e revistas, temos uma área inteiramente dedicada à literatura infantil e aos pequenos leitores. Funciona, também, no térreo, a Secretaria de Cultura do município. com atendimento diário ao público. Mas o que mais chama a atenção do visitante são as duas áreas dedicadas aos "memoriais", o do Esporte e o da Cidade.
Se o Memorial do Esporte reúne a memória dos clubes, jogadores, desportistas de todas as modalidades, exibindo fotos, textos e troféus, além de um dos exemplares da Tocha Olímpica que percorreu as ruas de Leopoldina quando da chegada do fogo olímpico ao Brasil, o memorial da Cidade trabalha com o lúdico e o símbolo, para contar de forma muito compacta e pontual, a história local. São cenários que conduzem o visitante por entre a selva da Zona da Mata, passando pela colonização, a cultura do café, do laticínio, os imigrantes, a importância da estrada de ferro e a razão de Leopoldina ter sido brindada com o apelido de "Atenas da Zona da Mata".
A não mais que 30 metros de distância está localizada a Casa de Leitura Lya Botelho, um dos "braços" da FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho. Casa construída pelo Dr. Ormeo Junqueira Botelho no final dos anos 1940 e mantida pela ENERGISA, é, há 7 anos, um importante centro cultural em atuação na Zona da Mata mineira. Abrigando uma biblioteca infanto-juvenil, o Memorial dedicado à pessoa do Dr. Ormeo J. Botelho, amplos e bem cuidados jardins, a Casa de Leitura produz, todos os anos, 2 exposições temáticas cujo público alvo são os alunos da rede escolar, pública e privada da nossa cidade.
No momento da escrita deste texto, a Casa de Leitura exibe a exposição POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS - O SÉCULO DAS GRANDES NAVEGAÇÕES em seu andar térreo, exposição essa inteiramente concebida e executada com materiais, mão de obra e serviços leopoldinenses, numa proposta de estímulo à Economia Criativa local.
Descendo a R. Barão de Cotegipe em direção à Prefeitura local, chega-se ao Museu Espaço dos Anjos, casa que serviu de residência ao poeta pernambucano Augusto dos Anjos e sua família quando da sua vinda para atuar como diretor escolar em Leopoldina. Se o seu corpo se encontra sepultado no cemitério local, é nessa casa-museu que encontramos documentos e lembranças da sua breve existência física em nossa cidade.
O espaço, que anteriormente era o atelier-escola para o artista plástico Luiz Raphael Domingues Rosa, abriga, também em sua área externa, um espaço coberto onde acontecem, durante todo o ano, eventos, apresentações musicais e teatrais, saraus literários, etc.
Quando dizemos que nossa cidade vive um momento excepcional em termos da criação de espaços culturais e áreas de lazer ativas o fazemos comparando com outros centros com as mesmas características, inclusive populacional. A criação e/ou revitalização desses espaços visa, antes de mais nada, o bem estar da comunidade, o complemento ao ensino formal, o despertar de uma consciência de cidadania baseada em valores próprios, o cuidado com o patrimônio comum, o conhecimento da história local e o necessário resgate da auto estima dos cidadãos pelo seu local de origem e de moradia.
Repetindo: importante é, sem dúvida, que a população também dê a sua parcela de contribuição ao frequentar os eventos culturais e educativos produzidos e programados nesses centros, criando assim uma crescente e fluída oferta de atividades direcionadas ao mais amplo interesse popular, atendendo às diversas expectativas e interesses da população, estimulando o artista local e o muito necessário desenvolvimento de uma Economia Criativa leopoldinense.
Serviço:
Museu Espaço dos Anjos: Rua Barão de Cotegipe, 386
Centro Cultural Mauro de Almeida: Praça Félix Martins
Casa de Leitura Lya Botelho: R. José Peres, 4
Dia 31 costuma ser a ocasião em que se faz uma avaliação das atividades ocorridas durante o mês e, no caso deste finzinho de Agosto só podemos agradecer, e muito, a receptividade que nossa exposição POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS - O SÉCULO DAS GRANDES NAVEGAÇÕES, teve entre os nossos munícipes e as escolas da nossa cidade e região.
Foram mais de 3.300 pessoas, entre alunos e visitantes espontâneos, que passaram pela Casa de Leitura Lya Botelho em apenas 19 dias de funcionamento da mesma, desde a abertura da exposição no dia 8 de agosto. É sem dúvida alguma uma expressiva demonstração da importância de uma ação como essa no seio da comunidade, lembrando que esse número de visitantes corresponde 6,5% da população de Leopoldina. E isso apenas nas primeiras 3 semanas de funcionamento da exposição!
É, então, o momento de novamente agradecermos a todos que a tornaram possível: a empresa ENERGISA, nossa Patrocinadora Oficial, cujos recursos viabilizam a existência de um espaço da importância da Casa de Leitura Lya Botelho e suas muitas ações em prol da Cultura; à FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho, na pessoa da sua presidente, Sra. Mônica Pérez Botelho, que nos oferece o necessário apoio logístico; a todos os fornecedores e colaboradores que empenharam o melhor de seus talentos, habilidades e boa vontade a fim de que idéias e projetos tornassem realidade. realidade; a Secretaria de Educação de Leopoldina e a SRE-Superintendência Regional de Ensino de Leopoldina pelo impecável serviço na divulgação da exposição entre as escolas das redes públicas e privadas da região e viabilizando o necessário transporte para as escolas mais distantes do nosso município.
Um agradecimento mais que devido, e muito especial, é o que desejamos fazer a todos e todas Professores/as, Diretores/as, Coordenadores/as e Supervisores/as que atenderam ao nosso convite e têm trazido seus alunos (e continuam agendando visitas para novas turmas e novas escolas) para conhecerem a exposição. O que a Casa de Leitura Lya Botelho mais deseja é que esses laços se estreitem cada vez mais e que esses sérios e dedicados profissionais da Educação aqui encontrem um ambiente estimulante onde possam desenvolver temas pertinentes às aulas por eles ministradas. Uma exposição se completa quando o/a Professor/a a utiliza e explora em benefício dos seus alunos, acrescentando a ela o seu conhecimento.
Nosso muito obrigado para todos vocês que nos acompanham em nossa página do Facebook, curtindo, contribuindo com suas opiniões, energia e estímulo para que possamos, cada vez mais e melhor, "acertar" naquilo que nossa população mais deseja e/ou necessita. A Casa de Leitura Lya Botelho é um espaço multi-cultural especialmente voltado à contribuir com a Escola na formação de novos e mais capacitados Cidadãos.
Obs.: Ainda que o vídeo aqui postado mostre apenas alguns dos muitos visitantes deste mês, gostaríamos que todos que aqui estiveram se sentissem representados. Voltem sempre!
Coragem, ousadia, ambição e belicosidade são palavras que muito bem podem resumir as qualidades e interesses que motivaram reis, rainhas e banqueiros, no final da Idade Média, a contratarem navegadores e sábios da época para empreenderem busca por rotas marítimas aos países asiáticos.
O perigo de naufrágio e o do encontro com povos hostis, além de piratas e saqueadores, obrigava que as caravelas e demais embarcações portassem canhões, talvez a mais poderosa arma de fogo conhecida na época.
Para a exposição POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS - O SÉCULO DAS GRANDES NAVEGAÇÕES, o muito talentoso artista plástico leopoldinense, Luciano Baia Meneguite, criou uma perfeita réplica, em escala 1:50, de um modelo típico de canhão. O também leopoldinense,Rafael Campagna (leia-se: Marcenaria Detalhes), executou, à perfeição, o modelo do carrinho onde esse tipo de arma era transportada, para dentro e fora das embarcações.
Ao visitar a Casa de Leitura Lya Maria Müller Botelho é importante que o visitante saiba que todo o material e toda a mão de obra empregado na construção dessa exposição é inteiramente leopoldinense, adquirido de fornecedores locais. Assim, através do patrocínio recebido da ENERGISA, a FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho, à qual a Casa de Leitura pertence, cumpre o seu papel de incentivadora do desenvolvimento de uma Economia Criativa local, capacitando e utilizando produtos e serviços do nosso município.
Através de Luciano Baía Meneghite e Rafael Campagna, cumprimentamos e agradecemos o talento e a capacidade de todos os nossos fornecedores.
Serviço:
Horários da exposição: de segunda a sexta-feira, das 8:00 às 11:30 horas e das 13:00 às 17:00 horas e aos sábados, das 8:00 às 11:30 horas (exceto feriados e domingos). Entrada gratuita.
Endereço: R. José Peres, 5 (Centro) – Leopoldina-MG
Escolas e demais instituições: favoragendar antecipadamenteatravés do e-mail casadeleitura@gmail.com
Patrocínio: ENERGISA
Apoio: FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho, Secretaria Municipal de Educação de Leopoldina, SRE-Superintendência Regional de Ensino de Leopoldina, Sandra Fuganti Interiores, Clysia Garcia Cid.
O final de semana está chegando e você também pode aproveitar o sábado pela manhã para visitar a exposição POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS - O SÉCULO DAS GRANDES NAVEGAÇÕES aqui na Casa de Leitura Lya Botelho (R. José Peres, 4, ao lado da Praça Félix Martins, em Leopoldina-MG).
Essa é uma exposição que busca traduzir um pouco das glórias e sacrifícios dos navegantes portugueses e italianos que entre os séculos XV e XVI enfrentaram perigos e o desconhecido, aventurando-se por mares e oceanos ainda não explorados na busca do estabelecimento de importantes rotas comerciais entre o Ocidente e o Oriente.
A exposição, patrocinada pela ENERGISA e com o apoio da FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho, também reserva uma sala para contar um pouco sobre a Rota da Seda e um dos seus mais importantes exploradores: Marco Polo.
A Casa de Leitura Lya Botelho recomenda que você também aproveite para visitar o Centro Cultural Mauro de Almeida, no prédio do antigo Fórum de Leopoldina. Nesse local você poderá apreciar e conhecer mais da nossa cidade, visitando o Memorial do Esporte Leopoldinense e o Memorial da Formação de Leopoldina. Ambos espaços são muito atraentes e contém um grande número de informações e curiosidades sobre esta que já foi considerada a "Atenas da Zona da Mata".
Também no Centro Cultural Mauro de Almeida, você poderá apreciar a exposição do artista tebano Elias Fajardo que, com técnica mista, elabora telas de grande beleza com paisagens da nossa cidade, seus distritos e região.
Aproveite, então, o sábado para visitar esses espaços culturais tão importantes, adquirir mais conhecimento, o que irá lhe permitir uma maior reflexão sobre a História e o valor do Patrimônio Material e Imaterial, e, naturalmente, "caçar Pokémon" utilizando o Wi-Fi livre instalado na bela e renovada Praça Félix Martins.
“Por mares nunca dantes navegados” é uma das expressões
criadas pelo magistral poeta português, Luis de Camões, em seu épico “Os
Lusíadas”, que narra e enaltece os feitos dos navegadores portugueses. Esse é,
também, o nome da exposição que hoje, segunda-feira 8 de agosto, a Casa de
Leitura Lya Botelho passa a apresentar.
Com o intuito de apresentar aos alunos das redes públicas e
particulares do nosso município e região, bem como a todos os que a visitarem,
essa exposição ilustra, de forma bastante lúdica, 6 personagens, entre
portugueses e italianos, responsáveis pelo que passou a se chamar de “O Século
das Grandes Navegações”, aquele período da história, entre os séculos XV e XVI,
e que marca a passagem da época medieval para a Idade Moderna.
Uma exposição temática, como essa, num espaço que não é um
museu, mas um espaço destinado à exposições, é uma ilustração legendada, cuja
finalidade é despertar no observador-visitante, o interesse pelo assunto e o
desejo de, através de suas pesquisas, aprofundar-se mais no tema. Em hipótese
alguma é um “recorte” completo, definitivo, mas um esboço do muito que se pode
obter sobre aquele determinado assunto.
Neste sétimo ano de existência da Casa de Leitura Lya
Botelho, completados na data de ontem, 7 de agosto, a FOJB-Fundação Ormeo
Junqueira Botelho têm o prazer de retribuir ao público que frequenta esse seu
espaço em Leopoldina, com mais um evento de caráter educativo e cultural que
visa contar um pouco da força do espírito humano e da nossa necessidade de
expandirmos nossos horizontes, criarmos intercâmbios com outras terras, raças,
tradições e saberes e, nesse processo nos reconhecermos parte integrante da
Humanidade.
Inteiramente patrocinada pela ENERGISA, a exposição “Por
mares nunca dantes navegados – o século das Grandes Navegações” foi
inteiramente realizada com mão de obra local e com produtos e serviços
adquiridos dentro da nossa cidade no intuito de valorizar talentos e
habilidades locais além de promover o desenvolvimento de uma economia criativa
no nosso município.
Convidamos a todos que venham visitar a exposição que a Casa
de Leitura Lya Botelho passa a apresentar e que prestigiem, também, todos os
demais espaços culturais da nossa cidade.
Serviço:
Horários da exposição: de segunda a sexta-feira, das 8:00 às
11:30h e das 13:00 às 17:00h e aos sábados, das 8:00 às 11:30h (exceto
feriados). Entrada gratuita.
Endereço: R. José Peres, 5 (Centro) – Leopoldina-MG
Escolas e demais instituições: favor agendar
antecipadamente através do e-mail casadeleitura@gmail.com
Estamos no 5º dia desde a abertura da exposição "Por mares nunca dantes navegados - o século das Grandes Navegações" e já contabilizamos mais de 800 visitantes! A Casa de Leitura Lya Maria Muller Botelho não só fica muito feliz com a receptividade dessa nossa nova produção, mas deseja, também, compartilhar os méritos da mesma com todos aqueles que colaboraram, de uma forma ou outra, para que ela saísse do papel.
Segue, então, uma lista dos nossos principais amigos-fornecedores, pessoas que não apenas colaboraram na "construção" desta exposição, mas empenharam ao máximo seus esforços e talentos para que ela alcançasse o nível de qualidade pretendido:
Marcenaria: Marcenaria Detalhes (Yonekichi Carolina Itida e Licinio Fernandes) Arte-finalização, plotagens e adesivagens: PR Comunicação Visual (Priscila Rubens Ruback) Pintura: Marcelo Gonçalves de Souza Elétrica: Carlos Wendel Aplicação de papel: Randall Resende Figurino: D. Josélia Manequins: Zuia Machado Saris indianos: Clysia Garcia Cid Réplica de canhão em técnica mista: Luciano Baía Meneghite Objetos orientais: Sandra Fuganti Ferragens antigas: Marcia Vaz Barbosa Confecção de réplicas e acabamentos: Alice Helena e Angélica Apoio: José Carlos e Evaldo
Nosso muito obrigado à Secretaria Municipal de Educação, à Superintendência Regional de Ensino de Leopoldina, à Secretaria de Cultura, Esportes Lazer e Turismo do Município, às Diretoras, Coordenadoras, Supervisoras e Professoras/es das redes municipal, estadual e particular de Leopoldina e região, e a todos os amigos que nos apoiam e divulgam através dos seus espaços e recursos midiáticos.
À ENERGISA, cujo patrocínio torna possível a realização de todas as nossas ações, e à FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho, na pessoa da sua presidente, Sra. Mônica Pérez Botelho, os nossos mais profundos e sinceros agradecimentos.
Serviço:
O horário de funcionamento:
•De segunda a sexta-feira, das 8:00 às 11:30h e das 13:00 às 17:00h •Aos sábados, das 8:00 às 11:30h •Não funcionamos aos Domingos e Feriados •Endereço: Rua José Peres, 4 (ao lado da Praça Félix Martins), em Leopoldina-MG
Prezadas Diretoras, Coordenadoras, Supervisoras e Professoras:
Pelo terceiro ano consecutivo a Casa de Leitura Lya Botelho, com o patrocínio da ENERGISA e o apoio da FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho, têm a satisfação de apresentar ao público em geral e, em especial aos alunos da rede de ensino, pública e privada, uma exposição temática. Desta vez, a saga dos Navegadores dos Séculos XV e XVI é o assunto abordado, focando, em especial, 6 personagens da maior importância para a história dos descobrimentos e demais conquistas europeias no período de transição entre a Idade Média e a Moderna.
O espaço cênico da exposição, que se denomina “POR MARES NUNCA DANTES NAVEGADOS – O SÉCULO DAS GRANDES NAVEGAÇÕES”, é composta de 3 ambientes: “O porão da Caravela”, “Os Navegadores” e “O Livro das Maravilhas”. Cada espaço faz, como o próprio nome o diz, referência a um tópico (entre tantos outros) da saga dos descobrimentos e estabelecimento de rotas comerciais e intercâmbios culturais pelo Mundo.
O PORÃO DA CARAVELA: localiza-se no Hall de Entrada da Casa de Leitura Lya Botelho e é local de passagem obrigatória. Nele disponibilizamos informações básicas sobre a vida a bordo das Caravelas, Naus e Galeões e sobre os instrumentos náuticos utilizados na época.
OS NAVEGADORES: situa-se na sala à direita de quem entra na Casa de Leitura e é um “memorial” às figuras de Bartolomeu Dias, Fernão de Magalhães, Vasco da Gama, Américo Vespúcio, Cristóvão Colombo e Pedro Álvares Cabral. Privilegiamos estes, entre tantos outros, pela representatividade e contribuição que tiveram, inclusive, na construção da história do nosso continente e país. Numa linguagem clara e bastante accessível, todos poderão encontrar dados básicos sobre esses importantes navegadores e seus feitos principais.
O LIVRO DAS MARAVILHAS: localizado na sala à esquerda de quem entra na Casa de Leitura, é um ambiente inteiramente dedicado a Marco Polo, viajante e comerciante veneziano cujas narrativas sobre as suas experiências, intensamente vividas em mais de 2 décadas na corte do imperador mongol Kublai Khan, no século XIV, resultaram num livro que “incendiou” a imaginação de gerações de futuros aventureiros e, é claro, navegantes.
Roteiro sugerido: para que os assuntos não fiquem dispersos propomos visite-se primeiro o Hall, em seguida a Sala dos Navegadores e, por último, a Sala sobre O Livro das Maravilhas.
Como sempre, cabe firmar que o intuito de exposições como essa por nós inteiramente pensadas e realizadas, visam tão somente servir de estímulo aos alunos e demais visitantes a se interessarem e aprofundarem seus conhecimentos, através de outras fontes, nos temas que propomos. Gostaríamos muito que os Professores se “apropriassem” das exposições, desenvolvendo-as em suas muitas possibilidades dentro da sala de aula, com os critérios didáticos e pedagógicos pertinentes mais adequados.
Uma vez mais, deixamos para os Professores que acompanharem suas turmas, a missão de apresentarem a exposição, pois são eles, Professores, os maiores conhecedores dos assuntos abordados, do nível de conhecimento dos seus alunos, além da forma de comunicação e empatia previamente estabelecidas com os mesmos.
Uma exposição não esgota um assunto, ou substitui a leitura de um livro acadêmico ou, mesmo, uma reflexão proposta pelo Professor. Deveria ser vista como um espaço onde a informação é traduzida de maneira lúdica e cujo impacto cenográfico possa remeter o visitante a uma experiência pessoal instigante. É essa a nossa intenção, aqui na Casa de Leitura Lya Botelho, ao produzirmos mostras e exposições, recriadas sobre esses recortes históricos.
Lembramos que já estamos aceitando agendamentos para grupos de estudantes de todos os níveis e que, como de hábito, devem ser feitos exclusivamente pelo e-mail: casadeleitura@gmail.com .
O horário de funcionamento é o mesmo da Casa de Leitura Lya Botelho:
•De segunda a sexta-feira, das 8:00 às 11:30h e das 13:00 às 17:00h •Aos sábados, das 8:00 às 11:30h •Não funcionamos aos Domingos e Feriados •Endereço: Rua José Peres, 4 (ao lado da Praça Félix Martins), em Leopoldina-MG
Agradecemos a todas e todos que têm nos prestigiado com suas presenças nestes anos e damos boas vindas aos demais, na esperança, sempre, de efetiva e beneficamente estreitarmos os laços entre a Escola e a Casa de Leitura Lya Botelho.
A exposição OS FILHOS DA TERRA, iniciada no último dia 6 de abril, termina o mês com um verdadeiro recorde de público: 2.986 visitantes!
Considerando-se que no mês de Abril, devido aos seus feriados, e à data de início da exposição (dia 6) a Casa de Leitura esteve funcionando por 18 dias, a nossa média diária foi de 166 visitantes. Devemos esse sucesso a todos que, uma vez mais, prestigiaram a Casa de Leitura Lya Botelho com sua presença e a confiança em mais este produto cultural ora oferecido ao público em geral.
Diretoras, Coordenadoras, Supervisoras e Professoras das redes pública e particular do nosso Município merecem todo o nosso reconhecimento e agradecimento pois são elas que atestam junto aos seus educandos a importância das assim chamadas "aulas de campo" e da expansão do seu conhecimento e do seu repertório imagético nas visitas que com eles promovem à exposição em questão e às demais que já produzimos.
A Casa de Leitura Lya Botelho e a FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho sentem-se honradas com a divulgação dada pelos diferentes órgãos de imprensa que assim também cumprem o seu papel comunitário na divulgação da informação de cunho cultural e educativo.
A todos que direta e indiretamente colaboraram para com a repercussão obtida por mais este evento educacional, o nosso mais sincero muito obrigado!
Patrocínio: ENERGISA
Apoio: Secretaria de Educação de Leopoldina, SRE-Superintendência Regional de Ensino de Leopoldina e FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho
Completamos neste sábado a segunda semana (de 13 a 18 de abril) da exposição OS FILHOS DA TERRA com um novo recorde de público: 1.012 visitantes.
Este é um bom momento para agradecer a todos os que direta e indiretamente colaboraram e continuam a colaborar para o sucesso desta empreitada:
ENERGISA
FOJB- Fundação Ormeo Junqueira Botelho
Mônica Pérez Botelho
Secretaria de Educação de Leopoldina
SRE-Superintendência Regional de Ensino de Leopoldina
Iris Meirelles
Maria Thereza Weneck
Professores e Escolas da rede Pública Municipal
Professores e Escolas da rede Pública Estadual
Professores e Escolas da rede Particular de Leopoldina e da Região
PR Comunicação
Dayana Valle Fotografia
Renata Arantes
Grupo Assum Preto
Maria Lúcia Braga
Elias Abrahim
José Gabriel Viveiros
Cristian Henrique Decoração
Geraldo Pinturas
Lilian Aparecida Carraro Rocha
Carlos Wender Eletricista
Ferragens Maia
Jornal Leopoldinense On Line, Jornal Atual, O Vigilante, Tribuna do Povo, Jornal Inconfidência, Jornal Zona da Mata
Radio Jornal AM - Programa Roda Viva
Radio Cidade FM - Projeto Equipe a Radio
Rede Atividade TV
Lucilia Paixão
Marcia Vaz Barbosa
Fernanda Espíndola
Rodrigo Baptista Ramos
Alice, Bia, José, Evaldo, José Carlos, Márcio Ney e Sebastião
Nossos agradecimentos especiais vão para todos aqueles que postam fotos e comentários a respeito da exposição nas redes sociais, ajudando-nos assim a melhor divulgá-la, atingirmos novos públicos interessados e, consequentemente, divulgarmos nossa cidade.
A todos os nosso apoiadores, a todos aqueles que já visitaram e aos que ainda visitarão a exposição OS FILHOS DA TERRA, o nosso muito obrigado pois todo o mérito deste evento deve-se integralmente à cooperação tão gentilmente nos dada por vocês.
Começa nesta segunda-feira, 6 de abril, na Casa de Leitura Lya Botelho, em Leopoldina-MG, mais uma exposição dedicada à história e à questão étnica, OS FILHOS DA TERRA.
A presença indígena que tanto deve ter impressionado os primeiros europeus a pisarem estas terras parece estar se diluindo, mais e mais, como assunto de aulas, cursos, debates, pesquisas e mesmo no contato e imaginário da população. Especialmente aqui, na Zona da Mata mineira, pouco ou nenhum contato os mais jovens têm com populações indígenas. Muitos nem mesmo sabem serem, ou não, aparentados, descendentes desses grupos.
A ausência, na proximidade, de reservas indígenas, sítios arqueológicos abertos à visitação, museus e até mesmo material didático e/ou capacitação de professores visando o ensino e o estudo mais sistemático e imersivo sobre esses primeiros habitantes do que hoje conhecemos como nação brasileira, levaram a FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho, através da Casa de Leitura Lya Botelho, a eleger o índio brasileiro como tema da primeira exposição do ano.
Com recursos da ENERGISA e o apoio cultural da Secretaria de Educação de Leopoldina e da SRE-Superintendência Regional de Ensino de Leopoldina, viabilizou-se uma exposição que pretende dar ao visitante uma visão geral sobre a Cultura, além de despertar um interesse maior para os demais aspectos antropológicos e sociológicos que a questão do índio motiva.
Como toda e qualquer exposição, esta também possui os seus condicionantes, que vão dos limites físicos do espaço de exibição, do público alvo, do tempo de duração e, até mesmo, o fato dela em momento algum pretender ser definitiva. Como todas as múltiplas etnias que povoam e povoaram o planeta, a indígena tem uma história própria que, no nosso caso, abrange muitos séculos mais do que os 500 e poucos anos desde a descoberta cabralina. Esses grupos, que se espalhavam por todo o continente, possuiam idiomas, conhecimentos, recursos próprios e viviam em diferentes estágios evolutivos. Meio milênio depois de contato com o branco, diversos grupos desapareceram, tradições, conhecimentos e rituais foram esquecidos seja pelo extermínio desses povos, seja pela sua integração e consequente dissolução no que ousamos chamar "civilização".
A Casa de Leitura Lya Botelho, que desde a sua criação há 6 anos busca criar formas facilitadoras de acesso à Cultura através de mostras, exposições, biblioteca infanto juvenil, exibições de vídeos e filmes, apresentação de shows musicais e espetáculos teatrais, lançamento de livros, espera que, com a exposição OS FILHOS DA TERRA jovens e adultos do nosso município e região despertem sua atenção e reflexão sobre a questão indígena brasileira, ampliando seu conhecimento a respeito através do contato com diferentes conteúdos pertinentes.
A exposição permanece aberta até 27 de junho e está inscrita na 13ª Semana dos Museus promovida pelo IBRAM-Instituto Brasileiro de Museus (18 a 24 de maio, com o tema "Museus para uma sociedade sustentável"), no horário normal de funcionamento da Casa de Leitura Lya Botelho.
Serviço:
Casa de Leitura Lya Botelho
R. José Peres, 4 (centro) Leopoldina-MG
E-mail: casadeleitura@gmail.com
Tel.: (32) 3441-2090
Painéis criados por Sabrina Ferreira / PR Comunicação Visual
Acredito que um bom número das pessoas que costumam visitar exposições, sejam elas quais forem, têm alguma curiosidade em saber como é que se "constrói" uma mostra. Como se escolhe o tema, o que motiva essa escolha, como se decide o estilo da apresentação, qual o esquema cromático da mesma, onde se buscam o acervo que a compõe, quem cria o cenário e seus equipamentos, quem cuida da iluminação, quem decide o que será exibido, enfim, uma série de perguntas, dúvidas ou curiosidades que temos quando visitamos um museu, uma galeria, um centro cultural, uma mostra pública, temática, etc
Pesquisa iconográfica
É natural que, com os eventos, especialmente os de mostras e exposições realizadas aqui na Casa de Leitura Lya Botelho não seria diferente e recebemos, através das mídias sociais e de e-mails, perguntas a respeito.
Como nos demais espaços culturais existentes, temos uma linha que nos norteia, um público alvo e um orçamento e, posso garantir, isso é o básico em toda e qualquer instituição, pública ou privada que se propõe a produzir e exibir algo.
Então, vamos lá:
ainda que estejamos sempre muito abertos para organizar mostras sobre os mais diversos assuntos ou personagens, buscamos priorizar os temas que tenham, de alguma forma, uma ligação com a nossa cidade ou região. Personalidades locais, eventos marcantes da comunidade, patrimônio cultural material ou imaterial pertencente ao nosso município, nossas origens, usos e costumes, são temas sempre muito apreciados e que ocupam um lugar bastante especial em nossos interesses quando temos de decidir.
desejamos que a Casa de Leitura Lya Botelho seja sempre vista como um local pluricultural e que atende a diversos interesses da população. Porém, todos aqueles que estudam, sejam os muito jovens que se iniciam nos primeiros contatos com a escola, os adolescentes, aqueles que que atendem a cursos profissionalizantes, os universitários ou os adultos que inteligentemente decidiram recuperar o tempo e se dedicam voluntariamente ao aprendizado, esse é um público pelo qual temos enorme carinho e para o qual dedicamos o melhor dos nossos esforços.
A Casa de Leitura Lya Botelho pertence à Fundação Ormeo Junqueira Botelho e é patrocinada pela ENERGISA. Portanto, graças aos recursos providenciados por essa empresa, cujas raízes nos trazem à memória personalidades ímpares da nossa história, é que podemos programar e realizar exposições além de todas as demais ações que fazem parte do nosso calendário anual de atividades.
Isto posto, cabe aquela pergunta: "e como é que se escolhe o tema e decide-se o que e como mostrar?"
Parte do material básico de consulta
Pois é, esse é um dos aspectos mais interessantes porque reside aí, na escolha do tema, a possibilidade de sucesso do evento. Acertar no que a maior parte da população gostaria de ver, conseguir transformar isso num "objeto" que caiba em nossa Sala de Exposição, pesquisar muito, escolher entre milhares de fotos e textos, identificar o que deve e pode ser destacado, o que é mais significativo dentro do conjunto de possibilidades de uso de material, essa é o que chamamos de "a Grande Arte".
Tenho muita sorte, como Coordenador da Casa de Leitura Lya Botelho e encarregado da produção das mostras, em ter como chefe Mônica Pérez Botelho, presidente da Fundação Ormeo Junqueira Botelho, uma interlocutora da maior qualidade. É com ela que discuto desde o tema, as primeiras idéias, até os menores detalhes. Ela me permite total liberdade de escolhas e sugestões e de resolver esteticamente a mostra dentro do meu conhecimento e gosto pessoal. Acredito que todos que trabalham nessa área específica gostariam de possuir exatamente isso: liberdade de criação mas sem também ficar isolado, à deriva, sem ninguém com quem dialogar. É nesse diálogo, nessa troca e na confiança que tenho em seu bom senso, conhecimento e experiência que busco opiniões e soluções, indicações, recomendações, apoio e conforto (sim, porque acontece de haver, às vezes, momentos difíceis, em que se tem de abrir mão de idéias consideradas geniais, de ser obrigado a reconhecer que algumas pretensões são pretensiosas demais, de impossibilidades técnicas construtivas e ter que trabalhar dentro da realidade espacial, temporal, de mão de obra, orçamentária possíveis) no longo processo entre a ideia original e o dia da abertura da exposição.
Aquisição de objetos: loja da FUNAI-RJ
O que e quanto se vai mostrar depende, evidentemente, do material possível de ser encontrado, coletado, emprestado ou adquirido. Se estivermos pensando em usar, por exemplo, o acervo de alguém falecido, precisamos verificar se o número de peças deixadas são representativas do ex-dono, em que condição estão e se existem em número suficiente para ocuparem o espaço e justificarem uma exibição. A Casa de Leitura Lya Botelho, por exemplo, tem uma Sala de Exposições com uma determinada medida e o que vamos mostrar tem que, necessariamente, caber no espaço e ainda sobrar lugar para circulação de visitantes. Pensem em 25 alunos, em média, mais uma ou duas professoras, dentro dessa sala. Temos que acomodar a todos e, inclusive, a exposição. Essa é uma condicionante importante. Dentro desse princípio sabemos que poderemos, um dia, exibir uma motocicleta, mas não caberá (nem passará pela porta) no recinto um, digamos, Ford Galaxy.
Daí vem a fase de pesquisa, de seleção e edição dos textos, imagens, objetos, mobiliário a ser utilizado e dos fornecedores que irão, na verdade, transformar idéias e projetos em realidade. Esse pessoal precisa ser mesmo muito bom, conhecedores do seu ofício, maleáveis com datas e horários de atendimento, receptivos a novas idéias e materiais de uso. Eles precisam muito mais que simplesmente executar um pedido: precisam entender a exposição, dissecá-la junto, em todos os seus detalhes, para então poderem realizar a "magica" da transformação.
Se o fornecedor for do tipo que só sabe dizer que "isso não vai dar certo", "isso não vai ficar bom", "acho que você vai se arrepender quando estiver pronto", ele definitivamente não serve. Procure outro imediatamente. Falta-lhe ousadia, coragem e determinação, coisas que qualquer pessoa que trabalha criativamente e na área de produção de eventos necessita ter.
Começa, então o tempo de execução, quando tudo está nas mãos dos fornecedores e a cada momento somos consultados para esclarecer algo, dizer como resolver determinado detalhe, responder a muitos "como é mesmo que você quer que fique?", e coisas mais técnicas e menos interessantes tais como problemas-surpresa com paredes que não estão estruturalmente alinhadas, portas e janelas demais no espaço que não podem ser eliminadas ou disfarçadas, tomadas e interruptores faltando ou, pior, colocadas exatamente onde não deveriam estar, e por aí vai.
Marcenaria: bases e suportes
Talvez, na minha experiência, os melhores momentos são aqueles em que o espaço começa a parecer transformado e você vê nascer a exposição. É quando o pintor lhe entrega o serviço e a cor escolhida permite exatamente o efeito pretendido. Quando chegam os móveis ou suportes, quando o pessoal da adesivagem recobre paredes e mais paredes com plotagens que parecem gigantescas se comparadas com as telas de computador onde você as criou. Quando começa o processo de colocar todo o material selecionado no seu devido lugar e de encontrar, então, outras e novas possibilidades de mostrá-lo, fugindo da timidez ou tirania dos primeiros croquis. É quando, depois de um dia de muito trabalho, quando o cansaço parece ser irreversível e você já está indo para casa descansar mas resolve voltar, só por mais um minuto, à Sala de Exposição, acende novamente as luzes e... está tudo lá! Do jeito que você sonhou, da maneira que imaginou, da forma que você montou, desmontou e tornou a remontar, milhares e milhares de vezes em sua imaginação.
É claro que a exposição, seja ela qual for, não é sua: é de todos e para todos. Portanto, a cada dia, em cada visitante, em cada aluno, professor, pais, avós, parentes, amigos, conhecidos e desconhecidos você busca identificar se acertou ou não. No olhar, na expressão corporal, no número de fotos e selfies feitas, no tempo gasto na Sala de Exposição, no silêncio ou nas perguntas que o público nos faz é que vamos colhendo os resultados e obtendo a medida do alcance e significado do nosso trabalho, do nosso empenho em contribuir para a valorização e pleno acesso ao Conhecimento.
Daí, quando se dá conta, já está na hora de colocar aquela "outra" ideia no papel e começar a "namorá-la", discuti-la, rabiscando maneiras, estratégias e formatos para que ela, também, um dia possa existir. E quando a gente percebe, já não se pensa em outra coisa senão "a próxima"!
Agradecimentos Especiais a estes Fornecedores e Amigos que ajudam (e muito!) a construir sonhos:
Geraldo Pintor, Carlos Wender Eletricista, Maria Lucia Braga, Romulo Nascimento, Cristian Henrique, Elias Abrahim Neto, Renata Arantes, Grupo Assum Preto e a turma toda da PR Comunicação: Sabrina, Priscila, Carlinhos, Rodinelle, Saulo, Thiago e Rubinho.
Nosso reconhecimento aos nossos amigos da Mídia, os jornalistas, radialistas, blogueiros e divulgadores que, generosamente, promovem o evento, tornando-o conhecido do grande público e registrando, para o futuro, a sua existência.
Nossa imensa gratidão e reconhecimento à nossa patrocinadora, ENERGISA e ao Apoio recebido da FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho e da SRE-Superintendência Regional de Ensino Leopoldina e Secretaria de Educação de Leopoldina.
Os primeiros visitantes que aqui aportaram suas naus ficaram
maravilhados com a luxuriante beleza da paisagem, com as riquezas prodigamente
ofertadas pela Natureza e com a inocência dos habitantes.
A nudez dos “selvagens”, que assustava, atraía e escarnecia
o falso moralismo do europeu medieval, era como o próprio “novo mundo”, a nova
terra “descoberta”, a um tempo selvagem, rica em ofertas e possibilidades e
isenta dos pecados e malícias de predadores. Diferentemente dos Maias e Incas,
que habitavam outras porções da recém “descoberta” América, nossos índios ainda
viviam de forma mais primitiva, sem o grau de conhecimento e cultura que dos
seus primos andinos ou centro-americanos. Espalhados ao longo da costa, ligados
por laços de consanguinidade ou de linguagem, os habitantes originais destas
terras foram forçados a aceitar os seus “descobridores” e novas relações de
cunho social, trabalhista, familiar e de dominação foram se formando e
continuam a se desenvolver em mais de 500 anos de convivência.
Ao selecionarmos o Índio Brasileiro como tema de uma
exposição, a Casa de Leitura Lya Botelho busca, através de diversos recursos e
artifícios disponíveis, propiciar ao visitante um contato, ainda que majoritariamente
imagético, com brasileiros que aqui estavam há gerações quando as naus dos
navegantes portugueses adentraram as oceânicas águas do “Império das
Palmeiras”. Esses “filhos da terra” devem e merecem ser melhor conhecidos &
reconhecidos pela sua contribuição à nossa cultura, nossos costumes, formação
racial, nossas crenças e nosso estilo de viver, também chamado de “jeitinho
brasileiro”.
A Casa de Leitura Lya Botelho, com a exposição “OS FILHOS DA
TERRA”, pretende oferecer aos professores um material iconográfico bastante
variado que pudesse ser utilizado, a critério dos mesmos, como material
complementar para os alunos melhor refletirem e se expressarem a respeito da
questão do Índio no Brasil. Ao mesmo tempo, ao visitante interessado, esperamos
que o espaço da mostra seja uma experiência de imersão, através de um conteúdo
esteticamente exposto, num assunto que muitas vezes nos parece distante,
estranho e tão somente exótico.
O Índio, como qualquer outro ser humano, é um assunto que
não se pode pretender esgotar em 1 ou 1.000 exposições. O que podemos e devemos
fazer é ir criando e agrupando recortes, verdadeiros mosaicos sobre tão amplo
assunto, para que possamos a cada mostra, seminário, pesquisa, trabalho
acadêmico publicado, visita a reservas, áreas de proteção e museu temático, estudo
da legislação específica e demais ações, aumentarmos nosso conhecimento a fim
de que possamos desenvolver uma reflexão mais aprimorada sobre o tema.
“OS FILHOS DA TERRA” pode ser realizada graças ao apoio
recebido da FOJB-Fundação Ormeo Junqueira Botelho e do patrocínio da ENERGISA,
nossa mantenedora e, orgulhamo-nos em dizer, uma empresa que investe em Cultura
nas suas mais diversas modalidades.
A exposição abre na segunda-feira 6 de abril, e seu horário
de funcionamento é o mesmo da Casa de Leitura Lya Botelho: de segunda a sexta,
das 8:00 às 11:30h e das 13:00 às 17:00h, e aos sábados das 8:00 às 11:30h. A
entrada é franca e a censura é livre.